Equação de referência para pico de fluxo inspiratório e expiratório nasal na população adulta: um estudo transversal
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Introdução: Os picos de fluxo inspiratório (PFIN) e expiratório nasal (PFEN) têm sido utilizados ao longo do tempo em estudos clínicos que envolvem a avaliação da patência nasal. Entretanto, a falta de padronização de métodos, a dificuldade de valores normativos e a grande variabilidade residual são obstáculos à interpretação clínica dessas medidas. Objetivo: o objetivo do nosso estudo foi estabelecer equações de referência para PFNI e o PFEN na população adulta, a partir de variáveis facilmente mensuráveis como: sexo, idade, altura e peso, que podem auxiliar, na interpretação mais precisa e individualizada dessas medidas. Método: Trata-se de um estudo transversal correlacional, exploratório com abordagem quantitativa que buscou desenvolver modelos matemáticos para estimar o PFIN e o PFEN em adultos. Foram envolvidos 239 voluntários, entre 20 e 50 anos, sem doenças respiratórias crônicas ou alérgicas autorreferidas e exame de espirometria normal. Resultados: Foi estabelecida uma equação de referência para cada uma das variáveis dependentes, PFIN e PFEN, utilizando a abordagem de seleção de modelos lineares generalizados (GLMs).A escolha dos melhores modelos foi guiada pelo critério de informação Akaike corrigido (AICc).A equação geral do GLM utilizado foi log(y) = Bo+ B1 × idade + B2 X altura + B3 Xx peso + B4 x sexo+e~N (u, o) Onde (y) representa tanto PFIN quanto PFEN.E uma equação única foi estabelecida para PFIN= 29.0889 + 1.8839 × altura + 1.0041 x peso +1.1399 x sexo, e outra para PFEN= 16.4369 + 2.8944 × altura + 1.0052 × peso + 1.1431 x sexo, nessa população. Conclusão: Indicamos para a prática clínica a utilização da equação preditiva do PFIN= 29.0889 +1.8839 × altura + 1.0041 x peso + 1.1399 x sexo, devido a distribuição aleatória, maior homogeneidade nos dados, menor variabilidade residual, maior equivalência na quantidade de faixas e regularidade em seus dados o que pode aumentar sua aplicabilidade para prática clínica.
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