Aspectos influenciadores para educação sexual no ensino escolar

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Vários são os aspectos que facilitam ou dificultam a introdução do ensino da sexualidade nas escolas, como nomenclaturas, conceitos, comportamentos, dentre outros, explorados neste estudo. Nota-se que ao discorrermos sobre o tema, diversas confusões entre nomenclaturas e significados são feitas, como por exemplo, ao falar de sexualidade, automaticamente faz-se com frequência, alusão ao sexo, como palavras unívocas por senso comum. Sexualidade: o contíguo de fatos tangenciados à vida sexual do homem, compondo-se em enfoque essencial de sua identidade. Sexo: Expressão biológica que especifica um contíguo de atributos anatômico e funcional. Embora haja algumas divergências, nota-se que orientação sexual é algo intrínseco, onde as experiências e conhecimento do próprio indivíduo adquiridos desde o nascimento, somado a pré-disposição e fatores genéticos e emocionais, os formam sem que ocorra possibilidade de mudanças. Em contrapartida, a educação sexual baseia-se em uma estrutura de formadora de indivíduos, que consiste em transmitir conhecimento através de políticas de saúde e de educação, sendo influenciada tanta pela família e comunidade, mais que é de cunho educacional, devendo ser apresentado por profissionais de especializados e/ou de educação. (OMS, 2010). Devido tantas confusões ao expor indivíduos às expressões e informações relacionadas ao tema nas diferentes fases da vida, passamos a imaginar de que forma tal conteúdo é apresentado às crianças ainda na primeira infância. Sabe-se que, devido a mídia moderna, a erotização já fornece seus sinais logo na primeira infância, com culto e banalização do sexo, bem como a promulgação do sexo e corpo feminino. Embora a mídia nos traga imagens e mensagens sobre sexualidade, sendo a internet o principal meio de obtenção de informação por parte de muitos jovens em relação à sexualidade, percebe-se que conjunto de conhecimentos que os adolescentes apresentam a respeito das medidas de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) não parecem ser suficientes para garantir condutas sexuais saudáveis. Segundo os PCN’s (1998, p.293) a educação sexual na escola visa à percepção e a prudência da realidade social, concebendo-se assim a cidadania, sendo uma forma de subsidiar conhecimento e estima dos direitos sexuais e reprodutivos, semelhantemente a prevenção de graves problemas como o defloramento sexual precoce e a gravidez não planejada. Entretanto, a educação sexual na escola ainda oportuniza discussão envolvendo questões polêmicas e delicadas, muitas vezes vistas como tabus, tais como: “masturbação, iniciação sexual, o ‘ficar’ e o namoro, homossexualidade, aborto, disfunções sexuais, prostituição e pornografia”. O ambiente escolar deve ser um espaço no qual as diferenças são reconhecidas e valorizadas, principalmente quando o tema relacionado a sexualidade é abordado.

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