Adesão às precauções-padrão por médicos residentes e fatores individuais, organizacionais e referentes ao trabalho

Data

Nível Educacional

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Tipo

Resumo

Descrição

As precauções-padrão (PP) devem ser adotadas pelos profissionais de saúde na assistência a pacientes independentemente do seu estado infeccioso. Considerando-se que, os profissionais médicos estão em contato direto com pacientes, sobretudo na realização de procedimentos invasivos, faz-se indispensável a adesão a essas medidas em sua prática clínica. Esta tese teve como objetivo avaliar os fatores individuais, organizacionais e referentes ao trabalho na adesão às precauções-padrão por médicos residentes. Trata-se de um estudo transversal analítico, realizado em uma instituição de ensino superior do Estado de São Paulo, em 2014 e 2015. A população de estudo foi composta por médicos do primeiro (R1), segundo (R2) e terceiro (R3) anos do curso de residência médica. Os instrumentos para a coleta de dados constituíram seis escalas psicométricas do tipo likert, validadas para o português, que fazem parte do Modelo Explicativo de Adesão às PP. As escalas somam 43 itens em sequência progressiva de 1 a 5. As escalas agrupadas constituem os fatores individuais, organizacionais e relacionados ao trabalho. A análise estatística foi feita por meio do software IBM® SPSS 20.0. Participaram do estudo 205 médicos residentes. Dos resultados, destaca-se que para os fatores individuais, a Escala de Adesão às Precauções-Padrão apresentou escore intermediário para os R1 (4,02), R2 (4,07) e R3 (4,13). Embora o escore de adesão tenha sido maior entre os R3, não houve diferença estatisticamente significante quando comparado com os R1 e R2 (p=0,416). As participantes do sexo feminino apresentaram maiores escores de adesão do que os residentes do sexo masculino (p=0,006). Os escores de adesão entre os médicos da especialidade clínica foram maiores do que os da especialidade cirúrgica (p=0,013). Os residentes que não receberam treinamento acerca das PP apresentaram escore menor (p=0,007). Referente aos fatores organizacionais para o Clima de Segurança Organizacional obteve-se escore baixo entre os R1 e R2 (3,41). A Escala de Clima de Segurança apresentou correlação estatisticamente significante (p=0,000) com a adesão às PP. Para os fatores relacionados ao trabalho, a percepção de obstáculos foi intermediária entre os R1, R2 e R3. A carga de trabalho mostrou-se elevada, sobretudo para os R2 (4,51). A Escala de Obstáculos Para Seguir às Precauções- Padrão apresentou correlação (p=0,000) com a adesão às PP. As conclusões evidenciaram que a adesão às PP entre os médicos foi intermediária, ou seja, as medidas preventivas para a minimização do risco biológico em sua prática clínica não foram adotadas integralmente. A maioria dos profissionais responderam não ter recebido treinamento acerca das PP. Para os fatores individuais, a Escala de Adesão às Precauções-Padrão apresentou diferenças entre as médias de adesão considerando-se o sexo, a especialidade e treinamento. Referente aos fatores organizacionais, a Escala de Clima de Segurança apresentou correlação com a adesão às PP. Quanto aos fatores relacionados ao trabalho a Escala de Obstáculos Para Seguir às Precauções-Padrão apresentou correlação positiva com a adesão às PP. A percepção de obstáculos foi intermediária. Pode-se concluir que fatores individuais, organizacionais e relacionados ao trabalho podem estar relacionados com a adesão às PP entre médicos residentes.

Citação

DOI

Coleções

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Licença Creative Commons

Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil