Prevenção de complicações relacionadas ao cateter central de inserção periférica (PICC) em neonatos prematuros

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As evidências disponíveis na literatura apontam uma diversidade de distúrbios cardiovasculares, respiratórios, metabólicos, congênitos ou cirúrgicos aos quais se encontram suscetíveis os neonatos prematuros. Contudo, os profissionais atuantes nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal contam com o PICC como uma tecnologia de ponta e de grande eficácia para o oferecimento de assistência de alta complexidade. Em face de tal constatação, objetivou-se analisar a produção científica que aborda a vulnerabilidade dos neonatos prematuros sob cuidados intensivos relacionada à inserção, manutenção e retirada do PICC, assim como descrever as ações desenvolvidas pela equipe de Enfermagem como estratégia para a prevenção de complicações. A fim de alcançar os objetivos propostos, o presente estudo obedeceu às diretrizes metodológicas para a realização de uma pesquisa bibliográfica, de caráter exploratório-descritivo, desenvolvida por meio de busca informatizada de artigos científicos, complementada por busca manual de livros-texto. Foram analisadas publicações indexadas nas bases de dados LILACS e SCIELO, no período de 2007 a 2017. Os achados nos estudos selecionados confirmam a importância da permanência do PICC pelo tempo necessário, por impedir punções periféricas de repetição e dissecções venosas, possibilitando dessa maneira o crescimento e desenvolvimento dos neonatos prematuros, uma vez que os órgãos relacionados à sucção e nutrição ainda não estão plenamente desenvolvidos. O disposto possibilita a manutenção de um acesso venoso central por período prolongado para o uso de antibioticoterapia, hidratação venosa e nutrição parenteral total, infusão de concentração de glicose acima de 12,5% e infusão de aminas vasoativas. Contudo, não está isento de riscos de complicações, sendo apontadas como complicações mecânicas mais frequentes a oclusão parcial ou total, ruptura e migração da ponta; a flebite, infiltração e hematoma como complicações locais; e a infecção da corrente sanguínea, sepse e trombose como complicações sistêmicas. As complicações associadas ao uso do PICC podem ser prontamente prevenidas pelos profissionais de Enfermagem quando da adoção de protocolos fundamentados em evidências científicas, contemplando os cuidados de manutenção em relação à prevenção da infecção, estabilização do cateter, troca de curativo, rotina de lavagem do cateter e desobstrução com substâncias especiais de acordo com cada tipo de obstrução. Recomenda-se a técnica asséptica durante a inserção e a manutenção do dispositivo, bem como cuidados específicos no decorrer da sua utilização no intuito de impedir a ocorrência de infecção, obstrução, tracionamento e migração, entre outras complicações

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