Na era da modernidade líquida, entre amores fluidos e elos fragilizados, ainda há espaço para conexões únicas ou serão ela múltiplas
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O objetivo do presente trabalho é pesquisar, por meio de revisão de literatura, como se estruturam as relações socioafetivas e conjugais na atualidade, a Era da Modernidade Líquida e também dos Amores Líquidos. Buscou-se observar como as conexões se iniciam, acontecem e por ventura se dissolvem na era de laços tão frouxos. A pesquisa focou a forma livre com que acontecem as relações, desde os enlaces, referidos como conjugalidade e, eventualmente, até os desenlaces conjugais, as dissoluções da conjugalidade. As conexões podem limitar-se apenas a vínculos breves, afetivos e sexuais. Partindo dessa premissa, fez-se necessário realizar a abordagem deste tema de forma ampla, transparente e assertiva, haja visto que é uma realidade latente na sociedade mundial. Há de se ter um olhar pontual, crítico, autêntico e analítico sobre a real fragilidade das relações humanas, sejam elas na esfera pessoal ou amorosa. É necessário enxergar a nova realidade, assim como desenvolver novas habilidades e estratégias que serão diretrizes norteadoras a vivenciarmos novos laços, conexões e relacionamentos. Pautados na teoria sociológica de Zygmunt Bauman encontramos um “divisor de águas” entre a modernidade líquida e modernidade sólida, isto é, a tradicional e a pretérita em termos de cronologia. Traçando um paralelo entre essas eras e formas de amores podemos entender as mudanças que já chegaram, o que está por vir e o que ficou como lembrança emblemática do que se tinha como modelos e práticas de relacionamentos e vínculos afetivos, a fragilidade dos laços afetivos e vínculos desfeitos antes mesmo de se enlaçarem efetivamente. Dessa forma, é necessário que questionemos como ficam os relacionamentos na era da sociedade líquida; será que ainda há espaço para relações únicas ou também múltiplas? Para auxiliar a descortinar este universo ainda pouco explorado, apesar de vivenciado cotidianamente, exploramos a teoria sociológica de Bauman que vem a contribuir para repensar de maneira crítica e reflexiva sobre o real significado dos vínculos no cenário atual
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