A curiosidade como constructor freiriano em práticas de educação em saúde
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INTRODUÇÃO: Na perspectiva da promoção da saúde, as ações têm por objetivo desenvolver em indivíduos, família e comunidade a capacidade de percepção de suas necessidades de saúde e participar, conjuntamente, na resolução tendo em vista as possibilidades ao seu alcance. Dentre as ações desenvolvidas para a efetivação da prática de promoção da saúde, apresenta-se a educação em saúde. Ferramenta de eficácia comprovada, que atua informando e sensibilizando o cliente para exercer o seu papel frente a sociedade. Diante disso, ações que sejam pautadas na curiosidade do cliente devem ser analisadas e frequentemente exercidas. OBJETIVO: Identificar a curiosidade como constructo freiriano em modelos de educação em saúde. MÉTODO: Trata-se de estudo descritivo qualitativo, realizado no município de Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil. Foram sujeitos do estudo 31 enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 12 usuários e a coleta se deu a partir da entrevista semiestruturada e da observação mediada por um checklist aplicado no momento da observação. A organização do material coletado para a pesquisa se deu com base na proposta de Bardin e a análise a partir das características epistemológicas de Paulo Freire. O estudo seguiu os preceitos éticos em todas as etapas. RESULTADOS: Evidenciou-se que a curiosidade, que poderia ser estimulada de forma a tornar o sujeito ativo, crítico e reflexivo ainda não acontece, uma vez que se observou a predominância de pedagogias tradicionais durante o desenvolvimento dessas ações. Ainda se percebeu que as ações educativas focadas na doença ainda são um obstáculo para promover uma conscientização critica dos usuários, uma vez que os enfermeiros se limitam a esta metodologia, e aos usuários cabe a função de obedecer às orientações, favorecendo assim, a uma curiosidade ingênua, isto é, voltada para realizar o prescrito de forma mecânica e sem entendimento, o que pode implicar em mudanças de comportamentos temporários. Além disso, ainda prevalece o modelo curativista/biomédico durante essas atividades. CONCLUSÃO: A curiosidade foi expressa pelos esclarecimentos e dúvidas surgidas durante os momentos educativos, contudo ainda limitada a perguntas e respostas trocadas pelos profissionais e usuários, caracterizando assim, práticas tradicionais com o diálogo e a construção de conhecimento incipiente, limitadas a repasse de informação sem estimular os usuários a serem reflexivos
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