Análise da aplicação da terapia com luz de baixa intensidade no processo de reparação por cicatrização de pele de ratos com queimadura
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Introdução: Uma das causas mais comuns de lesões nos humanos é a lesão por queimadura. Esse tipo de lesão enfrenta o duplo desafio na reparação e regeneração a partir da periferia, juntamente ao apuramento do tecido necrótico de áreas mais centrais. A terapia com luz de baixa intensidade (TLBI) tem sido utilizada com o objetivo de promover efeitos biológicos de caráter anti-inflamatório e cicatrizante no tecido epitelial e conjuntivo. Objetivo: Avaliar os efeitos da TLBI em relação ao tempo e qualidade da reparação tecidual em pele de ratos pós-queimadura química. Método: Foram avaliados doze ratos submetidos à queimadura. Depois disso, os animais foram separados de forma aleatória em dois grupos: controle (G1) e experimental (G2), ambos com seis animais. O G2 foi tratado por meio da TLBI duas horas após a queimadura, além de nove dias subsequentes à lesão, totalizando 10 dias; já o G1 recebeu apenas a TLBI placebo. Os parâmetros foram: luz visível (AlGaInP), 660 nm, modo contínuo, potência de 100 mW, dosimetria de 2 J/cm2 por dez segundos em cada ponto no interior da queimadura. Para avaliação, foram utilizadas as análises histológica e histoquímica e a avaliação macroscópica por meio do Método Gabarito de Papel no quinto e décimo dia após a lesão. Resultados: Na avaliação macroscópica, o G2 apresentou área necrótica de 11% da área total e o G1 apresentou área necrótica de 53%. Pode-se observar que, no décimo dia, o G2 teve melhor reparação da epiderme e derme comparado ao G1. A análise histológica traduz que o G1 apresentou corte em solução de continuidade da epiderme, já na derme é possível ver infiltrado inflamatório misto e tecido conjuntivo não modelado. No G2, nota-se a reparação da epiderme, derme papilar espessa e derme reticular com fibras de colágeno organizadas e distribuídas em várias direções. Percebe-se ainda o tecido de granulação com escassez de vasos neoformados e celularidade aumentada, composta por numerosos fibroblastos que se dispõem formando feixes de células empaliçadas, semelhantes a um tecido conjuntivo denso modelado. Na análise histoquímica sob a luz polarizada, é possível perceber na derme uma grande quantidade de fibras grossas de colágeno, apresentando, assim, grande birrefringência em amarelo, o que mostra a intensa quantidade de fibras; no G1, foi evidente uma quantidade menor de fibras de colágeno. Conclusão: A terapia com luz de baixa intensidade favoreceu o reparo das feridas por queimadura química de segundo grau com menor tempo e melhor qualidade na pele por meio das análises realizadas em pele de rato.
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