Exercícios resistidos e possíveis riscos aos pacientes com insuficiência cardíaca
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Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença incapacitante e que gera alta morbimortalidade. Sua prevalência varia, de acordo com a idade, aumentando nas pessoas com mais de 70 anos. Os exercícios resistidos são aqueles em que a musculatura esquelética de alguma parte do corpo sofre contrações voluntárias contra uma força externa oposta ao movimento e oferecida pela própria massa corporal ou outros elementos externos, como aparelhos de musculação. Através do exercício, as funções dos sistemas respiratório e cardiovascular podem ser melhoradas. Objetivo: Este artigo tem como objetivo demonstrar os benefícios e os possíveis riscos dos exercícios resistidos em pacientes com IC. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa, por meio de pesquisa bibliográfica, utilizando-se método qualitativo. A coleta de dados foi realizada no período de janeiro a março de 2020, acessando-se artigos publicados entre 2010-2020 indexados na base de dados virtual Scielo, PubMed e Lilacs por meio dos descritores insuficiência cardíaca, exercícios, exercícios resistidos, benefícios, riscos utilizando-se os operadores booleanos And e Or. Resultados: foram selecionados 17 artigos. Os diferentes estudos indicam que antes do final da década de 1980, o repouso no leito e a restrição da atividade física eram recomendados para todos os estágios da IC. Isso pode levar a atrofia muscular, embolia pulmonar, trombose venosa, tolerância reduzida ao exercício e exacerbação dos sintomas. Nas últimas décadas, foram realizadas várias investigações que demonstraram os benefícios e a segurança do exercício em pacientes com IC, enfatizando a importância de intervenções no estilo de vida, como exercícios para melhorar a capacidade funcional e os sintomas, atentando-se para os riscos que os exercícios resistidos podem provocar. O exercício resistido pode promover uma melhora geral no paciente que pode ganhar força máxima, bem como redução da pressão diastólica final do ventrículo esquerdo, sem que para esses benefícios sejam necessárias suplementações com aminoácidos de cadeia ramificada. Outros benefícios incluem ainda funcionalidade cardíaca e remodelação cardiovascular e músculo-esquelética. Conclusão: Muitos pacientes com insuficiência cardíaca são sedentários, o que pode agravar alguns dos sintomas, sendo assim é importante que haja uma mudança no estilo de vida dos indivíduos com esta doença. Um grande aliado para esses pacientes é o exercício resistido que tem se mostrado eficiente para a melhora da qualidade de vida destes pacientes, conseguindo amenizar alguns dos sintomas, melhorando a força muscular, dentre outros benefícios. Conseguir mudanças de longo prazo no estilo de vida dos indivíduos deve ser uma parte importante do trabalho dos profissionais de saúde. Assim, é necessário estabelecer uma estratégia de controle nos pacientes com IC que praticam os exercícios de alta intensidade, que podem acarretar riscos de complicações arrítmicas, isquêmicas e até morte súbita. Nesse contexto, é importante identificar indivíduos em risco, orientar o treinamento para otimizar a adaptação cardíaca e diferenciar a adaptação cardíaca normal e patológica
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