Integralidade da assistência e universalidade de acesso à mulher no período gravídico-puerperal em uma macrorregião de saúde do Ceará, Brasil
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O Sistema Único de Saúde, ao longo do tempo, vem se consolidando para garantia e acesso dos bens e serviços de saúde aos brasileiros, com foco no princípio da universalidade de acesso e integralidade da assistência à saúde. Nesse contexto, objetivou-se avaliar a integralidade da assistência e universalidade do acesso às mulheres no período gravídico-puerperal no Ceará, Brasil. Estudo descritivo, transversal com base na abordagem quantitativa, realizada a partir de informações coletadas no banco de dados do sistema de regulação do estado do Ceará (UNISUS) e dos Dados do Sistema de Monitoramento do Pré-natal (SISPRENATAL). A população da pesquisa foram 1.701 mulheres submetidas ao parto em unidade de referência obstétrica para a Macrorregião Cariri no período de janeiro a dezembro de 2015. Observaram-se os princípios éticos e legais com liberação no Sistema CEP/CONEP na Plataforma Brasil e na Universidade Regional do Cariri sob o número 1.404.718. Verificou-se que 50,3% das mulheres realizaram parto vaginal e 49,7% parto cesariano. Quanto aos aspectos sociais, 21% das mulheres tinham 20 a 24 anos, 62,9% residiam com o companheiro. Acerca da assistência ao pré-natal, 41,1% das mulheres realizaram mais de seis consultas, 20,4% realizaram atendimento odontológico, 15% atividade educativa, 0,1% visita à maternidade, 74,2% possuíam exames laboratoriais, 63,5% exames de imagens e 37,9 % realizaram consulta de puerpério. Observou-se que 31,2% das mulheres passaram por um tempo de espera para transferência ao parto de 2 a 6 horas, deste 36,4 % eram indicações de parto em gestação de alto risco. Ressalta-se ainda que 67,5% dos neonatos aguardaram mais que 12 horas para acesso à UTI neonatal. A análise dos resultados apresenta lacunas quanto ao acesso à consulta de pré-natal, ao apoio diagnóstico, atendimento odontológico, atividade de educação em saúde e visita domiciliar no puerpério. O acesso ao parto em gestação de alto risco associado ao leito de UTI neonatal foi comprometido, já que o tempo de espera não foi considerado oportuno. Conclui-se que a Política de Saúde Materno-Infantil na Macrorregião Cariri, Ceará, em especial a Rede Cegonha, não garante os procedimentos à mulher no pré-natal, parto e nascimento comprometendo a integralidade da assistência e o acesso universal às mulheres no período gravídico-puerperal.
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