Mecanismos subjacentes de recidiva da hanseníase no este da Amazônia: proposta de um modelo conceitual

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Introdução: o tratamento para hanseníase com MDT foi implantado no Brasil na década de 1990, resultou em um importante impacto na redução da doença em todo o país. Entretanto, não impediu o sugimento da recidiva. Objetivo: analisar a relação entre esquema terapêutico, baciloscopia e intervalo de recaída de hanseníase, para compreender os mecanismos subjacentes da recidiva no local de estudo. Método: trata-se de um estudo retrospectivo de coorte, que envolveu 203 casos de recidivas diagnosticados no Estado do Acre no período de 2001 a 2014, o esquema terapêutico foi a variável de exposição. Resultados: a maioria dos pacientes eram do sexo masculino (67,49%), com média de idade de 40 anos, apresentaram até três recidivas, com um intervalo de tempo médio de seis a doze anos. A insuficiência terapêutica se fez presente em 41,7%. A novidade do estudo refere-se aos casos (43.1%) de adoeceram após 10 anos de alta por cura, que correspondem a probabilidade de reinfecção. Não obstante 6,7% relaciona-se a possibilidade de resistência medicamentosa, principalmente os casos que recidivaram mais de uma vez e a suscebilidade do hospedeiro (8,5%), sobretudo os casos que apresentaram mais de uma recidiva e com baciloscopia positiva. Conclusão: análise descritiva dos casos de recidiva, considerando os critérios, clínicos e temporal, possibilitou a elaboração de um modelo conceitual para nortear a suspeição e identificação dos fatores de recidiva no local de estudo. Entretanto, faz se necessário outros estudos, que envolvam testes laboratoriais que permitam além de identificar os casos de resistência, diferenciar recidiva de reinfecção.

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