Efeitos do laser de baixa potência transcutâneo no processo cicatrizante: modelo experimental
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O laser de baixa potência (LBP) têm apresentado eficácia na modulação inflamatória e cicatrização de lesões. A técnica Intravenous Laser Irradiation Blood (ILIB), atualmente modificada, deu origem a técnica não-invasiva com aplicação transcutânea. Estas últimas duas técnicas resultam em efeitos que são iniciados a partir da corrente sanguínea, porém há poucos estudos que demonstram os efeitos sistêmicos e locais desta técnica. Objetivo: Avaliar a ação do laser transcutâneo nas fases iniciais do processo de cicatrização. Método: O estudo foi realizado em ratos incisionados no dorso. Divididos em 5 grupos (n=5), sendo os grupos G1 e G3 os grupos de tratamento com LBP transcutâneo de 100 mW, 0,1 W/cm2, 660 nm com densidade de energia de 90J/cm2 sobre artéria auricular por 15 min. nos períodos respectivos de 4h e 3 dias após a indução da lesão, sendo 1 aplicação de LBP no grupo G1 e 2 aplicações no grupo G3; os Grupos G2 e G4 receberam aplicação do LBP transcutâneo desligado (Placebo) nos períodos respectivos de 4h e 3 dias; G5: Controle sem lesão com tratamento de 3 dias. Foram coletadas amostras de sangue 2h após a última aplicação do LBP para dosagem de citocinas pelo ELISA. Além de fragmentos teciduais para análise morfométrica (área e perímetro) e histomorfométrica (quantificação fibras colágenas entre outras estruturas) através do software ImageJ® e também para análise qRT-PCR objetivando a quantificação da expressão gênica de antioxidantes enzimáticos endógenos. Resultados: Os resultados dos parâmetros inflamatórios e do estresse oxidativo avaliados por ELISA e qRT-PCR não apresentaram diferenças entre os grupos tratados e o grupo controle. A análise morfométrica apresentou redução da área da ferida maior no grupo G1 comparado ao grupo G2, enquanto o grupo G3 demonstrou área maior comparado ao grupo G4. Por fim a análise histomorfométrica demonstrou que o grupo G1 foi o grupo que mais assemelhou-se ao grupo G5 quanto a contagem de fibras colágenas. Enquanto os grupos G2 e G4 apresentaram quantidades superiores de fibras colágenas comparadas ao grupo G5 e o grupo G3 quantidades reduzidas. Conclusão: O LBP transcutâneo neste estudo pode influenciar o processo de cicatrização, mas não os níveis antioxidantes enzimáticos endógenos e os níveis de citocinas inflamatória
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