Pacientes intolerantes à glicose ou com diabetes mellitus tipo 2 bem controlados: risco de hipoglicemia com a ingestão de sildenafila

dc.audience.educationLevelMestrado
dc.contributor.advisorPinhal, Maria Aparecida da Silva
dc.contributor.advisorTardivo, João Paulo
dc.contributor.authorZimmermann, Lívia Maria
dc.date.accessioned2026-04-25T14:30:20Z
dc.date.issued2019
dc.descriptionIntrodução: Diabetes mellitus (DM) é uma doença de alta prevalência e rápido crescimento no mundo, sendo um dos problemas de saúde pública de grande relevância no século 21. Todos os anos, mais de um milhão de pessoas morrem de diabetes e cerca de 10 milhões desenvolvem deficiências e complicações fatais. Segundo a Federação Internacional de diabetes a expectativa aos acometidos é de aproxidamente 693 milhões com DM até 2045. A hiperglicemia crônica causa uma série de alterações bioquímicas e estruturais especialmente em olhos, rins, coração, artérias e em nervos periféricos ou autonômicos que, dependendo do tempo e da concentração hiperglicêmica, determinam os fatores de progressão da doença microvascular. Alguns artigos publicados na literatura demonstram resultados animadores com o uso de inibidores da fosfodiesterase-5(iFDE-5), principalmente o citrato de Sildenafila (CS) no tratamento de isquemias graves das extremidades enfatizando que, também já é preconizado para tratamento da hipertensão pulmonar e Síndrome de Raynaud (SR). Método: Foram analisados casos de pacientes acometidos por diabetes mellitus tipo 2, do sexo masculino, acompanhados no ambulatório de pé diabético, com idades de 53 e 73 anos, em uso de hipoglicemiantes. Apresentavam doenças associadas decorrentes da alteração da microcirculação e consequente isquemia: um com Síndrome de Raynaud e o outro com hipertensão arterial pulmonar leve (HAP), em que os pacientes faziam uso de citrato de sildenafila. Resultados: Observou-se melhora clínica das feridas do pé e da dispneia, por aumento da perfusão microcirculatórias, porém observou-se manifestação de hipoglicemia com valores inferiores a 70mg/dl e 40mg/dl respectivamente sem outra causas que justificassem, efeito este, não descrito anteriormente na literatura. Houve necessidade de reformulação na prescrição terapêutica para a supressão ou redução do tratamento convencional com o uso de antidiabéticos, evitando desta forma, complicação aguda. Conclusão: Pacientes com DM2 em tratamento com hipoglicemiantes orais quando associaram a ingesta com os inibidores da fosfodiesterase-5 diariamente tiveram maior risco de hipoglicemia, variável entre leve e grave, devido a uma provável sinergia destes medicamentos. Este efeito sinérgico, com risco hipoglicêmico, não está informado no bulário ao paciente e profissionais, sendo necessário uma investigação mais aprofundada para elucidar os mecanismos envolvidos na ação hipoglicemiante observada.
dc.description.courseCiências da Saúdept_BR
dc.identifier.urihttps://dspace.fmabc.br/handle/1/422
dc.language.isopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.accessAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subject.keywordDiabetes mellitus tipo 2
dc.subject.keywordHipoglicemia
dc.subject.keywordCitrato de Sildenafila
dc.titlePacientes intolerantes à glicose ou com diabetes mellitus tipo 2 bem controlados: risco de hipoglicemia com a ingestão de sildenafila
dc.typeDissertação

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