Demanda e caracterização do atendimento fonoaudiológico em pacientes com COVID-19 em um hospital público de São Paulo

dc.audience.educationLevelEspecialização
dc.contributor.advisorMoreti, Felipe
dc.contributor.advisorSantarosa, Juliana
dc.contributor.authorBarbosa, Ana Paula de Miranda
dc.date.accessioned2026-08-27T16:46:59Z
dc.date.issued2021
dc.descriptionIntrodução: O mundo tem enfrentado atualmente a pandemia causada pelo vírus SARS-Cov-2. Essa nova doença pode causar no indivíduo a síndrome respiratória aguda grave podendo necessitar muitas vezes de intubação orotraqueal por vários dias. A intubação orotraqueal prolongada pode causar dificuldades de deglutição pois pode lesionar a cavidade oral, faringe e laringe. Em pacientes com essas alterações a probabilidade de ocorrer a broncoaspiração é alta, sendo necessária a equipe de Fonoaudiologia do hospital avaliar qual via de alimentação é adequada e segura para o paciente após a extubação. Objetivo: Descrever a demanda e caracterização do atendimento fonoaudiológico em pacientes com COVID-19 em um hospital público de São Paulo. Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal, descritivo e analítico. A coleta foi realizada no Hospital do Servidor Público Estadual. Foram analisados os dados contidos nos prontuários dos pacientes internados nas enfermarias e UTIs COVID-19 no período de 01/04/2020 até 31/07/2020, dos quais foram solicitadas interconsultas da equipe de Fonoaudiologia após extubação orotraqueal. A amostra estudada foi dos prontuários de 191 pacientes, sendo que 34 pacientes foram excluídos por inconsistências nas informações do prontuário e 50 pacientes foram excluídos do estudo por não terem sido subetidos à intubação orotraqueal com ventilação mecânica invasiva, permanecendo, desta forma, 107 pacientes incluídos no estudo. Conclusão: Os dados obtidos no estudo permitiram concluir que a maior parte dos pacientes atendidos tinham idade superior a 50 anos e tempo de intubação orotraqueal com uso de ventilação mecânica invasiva maior que 6 dias. Cerca de 50% (N=56) dos pacientes avaliados pela equipe de Fonoaudiologia passaram a receber dieta via oral após a interconsulta com uma consistência segura, com ou sem uso de sonda nasoenteral complementar. Dos 88 pacientes que receberam alta hospitalar, cerca de 97% (N=86) tiveram alta com alimentação por via oral liberada Desses pacientes que saíram do hospital com via oral, 81% (N=70) tiveram alta hospitalar alimentando-se com dieta geral ou branda e 100% (N=107) ingerindo líquidos finos, demonstrando eficácia da reabilitação fonoaudiológica em um ambiente de internação hospitalar aos pacientes com COVID-19.
dc.description.courseDisfagia
dc.identifier.urihttps://dspace.fmabc.br/handle/1/1438
dc.language.isopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.accessAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subject.keywordTranstornos de deglutição
dc.subject.keywordExtubação
dc.subject.keywordFonoaudiologia
dc.subject.keywordCovid-19
dc.subject.keywordPandemias
dc.titleDemanda e caracterização do atendimento fonoaudiológico em pacientes com COVID-19 em um hospital público de São Paulo
dc.typeTrabalho de conclusão de curso

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