Estudo clínico randomizado: comparação entre mini-slings e slings transobturadores no tratamento da incontinência urinária de esforço- seguimento de 5 anos

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Introdução: A incontinência urinária de esforço (IUE) afeta cerca de 25 a 45% das mulheres, com impacto negativo na qualidade de vida, culminando em isolamento social e constrangimento, entre outros sentimentos que podem impedir a execução de atividades diárias. Entre as técnicas cirúrgicas atuais, encontram-se as que empregam as faixas sintéticas do tipo slings de polipropileno, macroporosas e monofilamentares. Proporcionam menor trauma cirúrgico, menores complicações no intra e no pós-operatório, melhora significativa da qualidade de vida e na satisfação das pacientes. A despeito da elevada eficácia da cirurgia com slings, as técnicas de primeira e segunda geração, utilizando, respectivamente, as vias retropúbica e transobturadora, apresentam riscos consideráveis de perfuração vesical, intestinal, sangramento e formação de hematomas. A técnica com os slings de terceira geração, minimamente invasiva denominados de mini-slings ou de incisão única, têm como propósito reduzir as complicações de maior gravidade. Em que pesem as vantagens previstas com a técnica dos mini-slings, ainda existem dúvidas, particularmente, com relação à sua eficácia, mas também sobre as suas vantagens de menores taxas de complicação. Objetivo: Avaliar, em pacientes com IUE, a eficácia e segurança dos slings transobturadores (TOT) e mini-slings (MS) após cinco anos do procedimento cirúrgico. Método e Resultado: De um total de 105 pacientes que havia, há cinco anos, de forma randomizada, sido submetidas a tratamento cirúrgico por meio de TOT ou de MS, conseguimos reconvocar 43 para esta etapa do estudo, sendo 26 do grupo TOT e 17 do grupo MS. A média etária das pacientes era de 54,4 e 51,1 anos, respectivamente, nos grupos TOT e MS. A cura objetiva aferida pelo pad test, foi comprovada em 21 pacientes (84%) do grupo TOT e de 11 (78,6%) do MS (p=0,686). Também não houve diferença significativa entre os grupos na perda de urina subjetiva mencionada pelas pacientes. Com relação aos demais eventos adversos considerados, não houve diferença nos grupos quanto a infecções do trato urinário, extrusão da faixa, urgência e urge-incontinência urinária, noctúria, dispareunia, dor na raiz da coxa e nova cirurgia para tratar a incontinência urinária. De igual modo, através dos testes UDI-6 e IQOL, os dois grupos apresentaram melhora da qualidade de vida ao longo dos cinco anos de tratamento, não ocorrendo diferenças significativas nas melhoras obtidas entre ambos. A única diferença significativa apontada foi no domínio LCH (limitação do comportamento) do questionário IQOL que mostrou melhor resultado no grupo MS. Conclusão: Ambos os tratamentos cirúrgicos, MS e TOT, são, a longo prazo, seguros e eficazes no tratamento de incontinência urinária de esforço, melhorando, de forma significativa, a qualidade de vida das pacientes e com taxas de cura objetiva e subjetiva similares

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