Perfil sócio ambiental e hematológico dos moradores da comunidade Espirito Santo-Aterro Sanitário São Jorge

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INTRODUÇÃO: O mundo está vivenciando um processo de urbanização irregular e sem precedentes, algumas vezes, a falta de um planejamento estratégico tem um impacto significativo sobre a saúde da população. Os aterros de resíduos sólidos urbanos têm sido considerados potenciais fontes de exposição humana a substâncias tóxicas. Estudos têm indicado níveis elevados de alguns compostos orgânicos e metais pesados em áreas próximas a aterros e no sangue de indivíduos residentes perto desses locais. Sendo assim, as alterações no exame de hemograma podem ser indicativas de algumas doenças, tornando o diagnóstico precoce imprescindível para inicio de possíveis tratamentos a esta população. OBJETIVO: Analisar características do hemograma e as sócio-econômico-ambientais de residentes de uma comunidade moradora adjacente a um aterro sanitário. MÉTODO: Este estudo é observacional, a partir de uma coorte retrospectiva obtidas através de moradores residentes no aterro sanitário em Santo André - SP. O trabalho foi dividido em duas fases. A primeira consistiu em um questionário que englobava caracteristicas sociodemograficas e ambientais destes individuos e a segunda fase foi a coleta de material sanguineo para analises bioquimicas (verificação viral, bacteriana e parasitoses), contabilizando um total de 100 amostras, no qual foram viáveis apenas 62. RESULTADOS: o estudo foi composto de 55 mulheres (65%) e 29 homens (34,5%) com a idade entre 6 e 60 anos ou mais, residindo em sua maioria (n= 53, 63,1%) em casas de tijolos e recebiam até 2 salários mínimos. Observou-se a existência de uma diferença estatisticamente significante entre medidas de saneamento básico (p=0,004), tipo de casa (p<0,001) e renda mensal (p=0,025) com os risco ambientais do aterro sanitário. Com relação as análises hematológicas, foi encontrado uma diferença estatística entre as variáveis do tipo de exposição e hematológicas (p < 0,05), e uma associação entre a exposição e a presença ou ausência de alterações no exame de hemograma (p = 0,022). CONCLUSÃO: os moradores que vivem adjacentes ao aterro sanitário São Jorge na cidade de Santo André (São Paulo) têm alterações hematológicas, dentre as quais se destacam: leucopenia, anemia, neutropenia e linfocitose.

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