Caracterização sistematização da assistência de enfermagem aos pacientes portadores de cateter venoso central na unidade de terapia intensiva
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A inserção do CVC é um procedimento muito utilizado em pacientes internados principalmente em Unidade de Terapia Intensiva. É um procedimento de alta complexidade, portanto, a implantação e manejo de qualquer acesso vascular devem seguir uma padronização incorporada à prática de técnicas assépticas rigorosas. Dada a complexidade do paciente da UTI, o processo de enfermagem é indispensável para segurança e qualidade da assistência. Objetivo: Caracterizar a sistematização da assistência de enfermagem aos pacientes portadores de cateter venoso central internados em unidade de terapia intensiva. Método: quantitativo, descritiva, com a coleta de dados secundários. Resultados: a idade média foi de 60,43 anos; 38,23% dos pacientes tiveram algum sinal e/ou sintoma no local de inserção do cateter; 44,45% das trocas de curativos foram semanal; a combinação gazes, micropore, soro fisiológico e clorexidine são utilizados em quase 95% dos curativos e o filme em 66,67%; os diagnósticos de enfermagem levantados em 100% estavam risco para infecção, integridade da pele prejudicada e risco de lesão. Discussão: a correlação entre o tempo de utilização do cateter e o risco de infecção é muito estreita. A periodicidade de troca para cobertura com gaze consiste em 24 horas a 48 horas e para filme transparente até no máximo sete dias ou quando apresentar algum comprometimento. Conclusão: O cuidado com procedimentos que envolvem o acesso vascular deve ser prioridade da equipe que assiste o paciente. A dificuldade em encontrar dados completos nos prontuários constituiu uma limitação no estudo, reforçando a necessidade de registro de todas as informações relevantes.
