Incontinência urinária pós-prostatectomia radical: há discrepância entre o relato médico e a percepção de pacientes
| dc.audience.educationLevel | Mestrado | |
| dc.contributor.advisor | Glina, Sidney | |
| dc.contributor.author | Borges, Rafael Castilho | |
| dc.date.accessioned | 2026-04-10T12:23:47Z | |
| dc.date.issued | 2020 | |
| dc.description | Objetivo: Incontinência urinária pós-prostatectomia radical afeta negativamente a qualidade de vida dos pacientes. A acurada identificação do problema pelo médico é essencial para a condução pós-operatória adequada. Subestimação, pelos médicos, dos sintomas de pacientes com câncer de próstata não tratado cirurgicamente já foi relatada previamente na literatura. Nós avaliamos neste estudo se, para a incontinência urinária, existe discrepância entre o relato médico e a percepção de pacientes submetidos à prostatectomia radical retropúbica. Materiais e Métodos: Foi realizada análise retrospectiva dos registros médicos de 266 pacientes submetidos à prostatectomia radical retropúbica entre 2005 e 2010. Variáveis sociodemográficas foram coletadas, além do estado de continência ao longo do tratamento registrado pelo urologista no prontuário. Em seguida foi estabelecido o contato telefônico com os pacientes para determinar o estado de continência atual e na época da última consulta além da aplicação do questionário ICIQ – SF. Regressão de Poisson com variância robusta foi utilizada para estimar os fatores associados a discrepância, por meio da estratégia stepwise backward. O nível de significância foi de 5%. O programa utilizado foi o Stata ®(StataCorp, LC) versão 11.0. Resultados: Há divergência entre o relato médico e a percepção de pacientes em 42,2% dos casos. Em 56% dos idosos e 52% dos homens de baixa escolaridade ocorreu discrepância, sendo que a mesma foi significativa nesses grupos (p=0,069 e 0,0001, respectivamente), enquanto que à regressão multivariada a taxa de discrepância foi significativamente maior em homens negros (taxa de discrepância de 52,6%) e de baixa escolaridade (p=0,004 e 0,043, respectivamente). Conclusão: Há discrepância entre o registro médico e a percepção de homens da etnia negra e baixa escolaridade a respeito da incontinência urinária após prostatectomia radical. A investigação da condição deve ser mais cuidadosa nos pacientes que se enquadram neste perfil de risco. | |
| dc.description.course | Ciências da Saúde | pt_BR |
| dc.identifier.uri | https://dspace.fmabc.br/handle/1/326 | |
| dc.language.iso | pt_BR | |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.access | Acesso Aberto | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.subject.keyword | Saúde do homem | |
| dc.subject.keyword | Incontinência urinária | |
| dc.subject.keyword | Prostatectomia | |
| dc.title | Incontinência urinária pós-prostatectomia radical: há discrepância entre o relato médico e a percepção de pacientes | |
| dc.type | Dissertação |
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