Covid –19 na Paraíba: análise do impacto da vulnerabilidade socioeconômica e comorbidades nas internações e mortalidade

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Introdução: A pandemia de COVID-19 emergiu como um dos desafios mais marcantes do século XXI, impactando profundamente sistemas de saúde, economias e comunidades ao redor do globo. Originada do vírus SARS-CoV-2, essa doença respiratória se espalhou rapidamente desde sua descoberta em Wuhan, China, em dezembro de 2019, levando a uma declaração de pandemia pela Organização Mundial da Saúde em março de 2020. Os sintomas variam de leves a graves, podendo incluir febre, tosse, falta de ar e perda de olfato ou paladar, afetando pessoas de todas as idades, com maior gravidade em idosos e indivíduos com condições médicas preexistentes. Objetivo: Este estudo tem como objetivo analisar o perfil sociodemográfico dos pacientes com COVID-19 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e identificar os fatores de risco associados à sua evolução. Além disso, foram investigadas as correlações entre as taxas de internação e mortalidade por SARS-CoV-2 e as variáveis sociodemográficas e econômicas, com foco nas mesorregiões geográficas do Estado da Paraíba. Métodos: Estudo transversal utilizando dados secundários de hospitais da Paraíba. Foi realizado uma análise de associação, buscou-se identificar padrões geográficos dessas variáveis e examinar como fatores como densidade populacional, desenvolvimento humano e renda influenciam na propagação do vírus e seus impactos na saúde da população, além de análises estatísticas utilizando regressão logística, teste de Qui-quadrado e cálculo de Odds ratios para investigar a relação entre os fatores de risco e a evolução dos pacientes (cura ou óbito). Foram utilizados os casos de hospitalização registrados no SIVEP GRIPE de 2020 a 2022. Acrescentou-se que este tipo de estudo pôde avaliar a taxa de internação por COVID-19 e índices de mortalidade, associados a condições sociodemográficas e econômicas. Resultados: Os resultados indicaram que a ausência de fatores de risco esteve significativamente associada à taxa de cura para as seguintes variáveis: doença cardiovascular crônica (OR = 1,28; IC 95%: 1,13;1,45; p < 0,001), diabetes (OR = 1,41; IC 95%: 1,24;1,61; p < 0,001) e pneumopatias (OR = 1,52; IC 95%: 1,11; 2,09; p = 0,01). A não utilização de suporte ventilatório na UTI foi associada a um aumento significativo das chances de cura em comparação com aqueles que receberam o suporte. Quanto aos indicadores socioeconômicos analisados, a correlação, para os anos de 2020 e 2021, nas 3 macrorregiões, se apresentou entre moderada (0,4 e 0,59) e fraca (0,2 e 0,39), porém, com nível de significância estatística. Para o ano de 2022, não se evidencia correlação estatisticamente significativa, entre os indicadores socioeconômicos estudados e as taxas de internação e mortalidade por COVID-19. Conclusão: Assim, é imperativo que as políticas públicas concentrem-se na redução das desigualdades, garantindo um acesso equitativo aos serviços de saúde e promovendo ações preventivas eficazes. Investimentos em infraestrutura de saúde, educação, saneamento básico e desenvolvimento regional equilibrado são essenciais para fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde e mitigar os efeitos negativos da pandemia em comunidades vulneráveis.

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