Da monogamia ao poliamor
| dc.audience.educationLevel | Especialização | |
| dc.contributor.advisor | Reis, Margareth de Mello Ferreira dos | |
| dc.contributor.author | Santana, Anderson da Silva | |
| dc.date.accessioned | 2026-07-02T11:42:54Z | |
| dc.date.issued | 2016 | |
| dc.description | Este estudo versou sobre o poliamor e teve como objetivo apresentar o poliamor como uma opção de relacionamento, ou seja, uma proposta para além da monogamia e suas amarras comportamentais machistas e patriarcais. Será que todas as formas de amar são válidas? Antes da modernidade não existia a escolha amorosa no casamento, pois o mesmo era arranjado. Na Idade Média, o acordo firmado entre as famílias considerava a mulher como patrimônio. Após as famílias selarem o acordo a filha era entregue ao seu marido e assim ocorria o casamento. Com o passar do tempo, e com a expansão cristã, a igreja católica exerce poder sobre o casamento tornando-o exclusivo para as relações sexuais destinadas à procriação. Instituindo o matrimônio como sacramento no século XVIII o casamento passa a ser oficialmente monogâmico. As atividades sexuais fora do matrimônio passam a ser consideradas pecado. A origem da família monogâmica surge precisamente na transição das sociedades primitivas para as sociedades de classes como forma de controle da resistência contra a exploração. Transformando assim, a busca primitiva coletiva, da comunidade, em busca individual destruindo desta forma os laços primitivos da coletividade. A relação monogâmica se constitui da individualidade, característica da propriedade privada, necessária para que as novas relações das sociedades de classe se estabeleçam. A responsabilidade pela criação, alimentação e educação dos filhos que outrora era coletiva, nas sociedades primitivas, passa a ser responsabilidade exclusiva da família. Com a modernidade a Igreja perde o poder e inicia-se uma nova organização social. O casamento passou a se dar por amor e a relação sexual pôde ser erótica, no entanto, ainda estava voltada à procriação. As transformações históricas, sociais, econômicas e culturais foram os pilares para que novos tipos de relações, de amores, prazeres pudessem existir. Mesmo que até hoje esses continuem sendo alvo de grandes discussões, questionamentos e preconceitos, na atualidade as pessoas podem assumir-se enquanto homossexuais, bissexuais ou viver uma relação com mais de um parceiro (poliamor), etc. O poliamor é a capacidade de viver amores simultâneos (namorar, casar) com o consentimento de todos os envolvidos. No poliamor não há imposição, ninguém é obrigado a continuar o seguindo se não acredita na possibilidade de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. É contrário a monogamia. É uma relação de liberdade, afeto, honestidade e amor. Não há traições porque ninguém precisa passar vontade ou se limitar a outrem. Tudo é consensual. Se a monogamia castra a naturalidade sexual do indivíduo o poliamor liberta. | |
| dc.description.course | Sexologia: Novos Paradigmas em Saúde Sexual | |
| dc.identifier.uri | https://dspace.fmabc.br/handle/1/1007 | |
| dc.language.iso | pt_BR | |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.access | Acesso Aberto | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.subject.keyword | Amor | |
| dc.subject.keyword | Relações interpessoais | |
| dc.subject.keyword | Casamento | |
| dc.subject.keyword | Homossexualidade | |
| dc.subject.keyword | Sexualidade | |
| dc.title | Da monogamia ao poliamor | |
| dc.type | Trabalho de conclusão de curso |
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