Avaliação crítica do desperdício de recursos no estadiamento e seguimento do câncer de mama

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Introdução: O câncer de mama é um problema de saúde pública de alta incidência e com altas taxas de cura na atualidade. Após o tratamento os pacientes serão acompanhados por longos períodos em virtude do risco de recorrência. Desta forma, as estratégias de estadiamento e de acompanhamento deverão considerar não apenas os melhores resultados para o paciente, mas também os custos para o sistema de saúde. Objetivos: Avaliar o emprego de recursos no estadiamento e seguimento de pacientes com câncer de mama. Métodos: Análise retrospectiva de prontuários consecutivos para identificação dos intervalos entre as consultas e exames empregados no estadiamento e nos primeiros dois anos de seguimento de pacientes portadoras de câncer de mama atendidas em um hospital público. Os dados foram comparados com as diretrizes dos principais consensos internacionais. Resultados: Foram selecionados prontuários de 60 pacientes consecutivas atendidas no ano de 2018, dentre as quais 52 possuíam dois anos ou mais de seguimento, e 8 possuíam apenas 1 ano de seguimento completo. Na fase de estadiamento 34 pacientes (56,67%) realizaram exames excedentes em relação aos indicados pelas diretrizes de câncer de mama para o estadiamento clínico que se encontravam. Durante a fase de seguimento foram realizadas 125 consultas excedentes (33,6%), sendo 92 no primeiro ano e 33 no segundo ano. Nesta fase foram realizados 111 exames excedentes, perfazendo um aumento de 100,9%. Com relação aos exames laboratoriais, temos um total de 423 exames realizados por 18 pacientes no primeiro ano e 229 exames realizados por 14 pacientes no segundo ano. As demais pacientes não possuímos a informação a respeito da execução destes exames, seja no primeiro ou no segundo ano de seguimento. Conclusão: Os exames excedentes realizados no período de estadiamento, bem como as consultas médicas realizadas em maior frequência do que o recomendado no período de seguimento, oneraram o SUS de forma significativa sem conferir benefício às pacientes. A melhor adesão às recomendações de estadiamento e seguimento, tanto no número de consultas quanto nos exames a serem solicitados, poderia reduzir o custo e otimizar os recursos empregados no SUS, de modo a beneficiar um maior número de pessoas

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