Fitoterapia como terapêutica no tratamento de lesões cutâneas: revisão bibliográfica

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Introdução: O uso de plantas medicinais vem de épocas remotas e, cada vez mais, esse conhecimento tradicional, empírico e popular vem se associando ao científico para permitir o uso seguro dos agentes fitoterápicos. Esta terapêutica é relatada em sistemas de medicinas milenares mundialmente, como na medicina chinesa, ayurveda (sendo essa a mais antiga de todas) ou tibetana. Essa abordagem terapêutica considera o indivíduo como “um todo” e não “um conjunto de partes isoladas” e pode ser utilizada de forma paralela a outros tratamentos convencionais de alopatia, dependendo da doença, da estrutura dos serviços de saúde e da capacitação dos profissionais. O Brasil possui a maior reserva florestal do planeta, e muitas das espécies utilizadas para fins medicinais são empregadas com pouca ou nenhuma comprovação de suas propriedades farmacológicas. O interesse na descoberta de novas substâncias faz com que cientistas de várias áreas busquem, na flora brasileira, espécies vegetais com propriedades medicinais utilizadas pela há séculos pela população. Entre as 250 mil e 500 mil espécies de plantas estimadas no mundo, apenas pequena percentagem tem sido investigada fitoquimicamente. No SUS, as ações/programas com fitoterapia, distribuídos em todas as regiões, ocorrem de maneira diferenciada, com relação a dispensação dos produtos e em virtude dos diferentes biomas; atualmente, doze (12) medicamentos fitoterápicos estão contemplados na RENAME. Como opção preventiva e terapêutica os produtos de origem vegetal passam a constituir as bases para o tratamento de diversas lesões, garantindo a eficácia, qualidade e segurança da integralidade na assistência. O cuidado de enfermagem no tratamento de lesões cutâneas envolve a avaliação e tratamento respeitando a singularidade de cada indivíduo e sua condição de saúde atual, através do saber clínico, científico e autonomia. Objetivo: Identificar as principais plantas medicinais utilizadas no tratamento de lesões cutâneas. Metodologia: Revisão da literatura envolvendo 11 artigos publicados no período de 2014 a 2020. As fontes utilizadas foram PUBMED, LILACS e SCIELO. Conclusão: Os resultados encontrados demonstram evidências positivas no uso de fitoterápicos para o tratamento de lesões cutâneas e a necessidade de aprofundamento e atualização dos estudos sobre sua aplicabilidade clínica.

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