Limites e possibilidades para a efetivação da integralidade na atenção a saúde: o cenário de ensino em questão

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A atuação do fisioterapeuta ainda é voltada prioritariamente para o tratamento dos distúrbios cinéticos funcionais em órgãos e sistemas do corpo humano, privilegiando a atenção secundária e terciária à saúde. Deseja-se, no entanto, alcançar no processo de formação, o perfil manifesto no ideário que norteia o Sistema Único de Saúde (SUS), que enfatiza a importância da atenção primária. Apesar das mudanças curriculares experimentadas na formação superior em Fisioterapia, organizadas de forma integrada e apoiadas na interdisciplinaridade, percebe-se ainda que o conceito de integralidade não é reproduzido e incorporado de forma efetiva, desde o início da graduação até o momento onde o aluno realiza o estágio prático na clínica/escola da Universidade (CIS).No estágio obrigatório profissional, que é realizado nos 7º e 8º semestres da graduação, seria o momento ideal para que o aluno vivesse a prática da integralidade, com cenários que possibilitassem a percepção e incorporação desse ideário. Nesse momento, o aluno teria condições de se emponderar e desenvolver o raciocínio e vivência para esse tipo de atuação. Este estudo quer verificar se as propostas presentes na concepção do CIS foram efetivadas de acordo com as premissas de integralidade de atenção à saúde, com o objetivo de implementar modificações nas práticas pedagógicas utilizadas no processo de formação, particularmente no momento da prática profissional, otimizando a incorporação desses ideários do Sistema Único de Saúde para a formação e atuação profissional dos estudantes do curso de Fisioterapia

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