Violência doméstica contra a mulher e trabalho remunerado em uma amostra populacional de João Pessoa

dc.audience.educationLevelMestrado
dc.contributor.advisorBarbosa, Caio Parente
dc.contributor.authorGadelha, Milena Norões Viana
dc.date.accessioned2026-03-25T14:08:31Z
dc.date.issued2022
dc.descriptionIntrodução: A violência doméstica (VD) contra a mulher é um problema social, com consequências na saúde das vítimas, relacionando-se a fatores, como: idade, escolaridade, condição econômica e autonomia feminina. Objetivo: Verificar a associação do trabalho remunerado com a VD contra a mulher. Método: Trata-se de um estudo transversal e observacional, com abordagem indutiva, estatística descritiva e comparativa e técnica de pesquisa por documentação direta. De um total de 33.300 laudos periciais traumatológicos, após a aplicação dos critérios de elegibilidade, selecionaram-se 2.252 laudos de exames realizados em mulheres vítimas de VD em João Pessoa, Paraíba, Brasil, de 2015 a 2019. A amostra de conveniência foi dividida em três grupos: donas de casa (G1), estudantes (G2) e mulheres com trabalho remunerado (G3). Respeitaram-se critérios éticos, diretrizes e normas regulamentadoras das pesquisas envolvendo seres humanos, com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa mediante parecer número: 4.114.871. As informações obtidas a partir do formulário, para caracterizar condições sociodemográficas da vítima, tipo de energia lesiva e instrumento utilizado, sede e gravidade das lesões, experiência prévia de violência, motivação e localidade da agressão, tipo de relacionamento com o agressor e autoridade requisitante da perícia foram tabuladas, e a estatística descritiva e inferencial conduzida. Para associação entre ocupação e variáveis de interesse utilizaram-se os testes Qui-Quadrado de Pearson, com ou sem a correção de Bonferroni, o teste de Kolmogorov-Smirnov e o teste de Kruskal-Wallis, todos com nível de significância de 5%. Resultados: Mulheres do grupo G3 foram mais agredidas quando solteiras, casadas e divorciadas e do grupo G1 quando viúvas. A escolaridade maior que 8 anos associou-se ao G3. A gravidez não se associou à ocupação. Os principais agressores foram: parceiros íntimos (G1) e (G3) e parceiros não íntimos (G2). Motivação banal associou-se ao G1; financeira, familiar e ciúme ao G3 e familiar ao G2. G3 teve a perícia requisitada principalmente por delegado de polícia e G1 por magistrado. O G3 foi mais agredido em ambiente de trabalho e o G1 em ambiente doméstico. A ocupação da vítima não esteve associada à energia lesiva, ao tipo de instrumento utilizado, à sede ou à gravidade da lesão. Conclusão: A maioria das vítimas exercia trabalho remunerado, era solteira, com grau de escolaridade não informado, sendo o G3 foi mais agredido em ambiente de trabalho e o G1 em ambiente doméstico. Hipotetiza-se que a mulher vítima de VD não apresenta perfil de predileção e que o contexto da violência mostra particularidades regionais.
dc.description.courseCiências da Saúdept_BR
dc.identifier.urihttps://dspace.fmabc.br/handle/1/218
dc.language.isopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.accessAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subject.keywordSaúde da mulher
dc.subject.keywordViolência contra a mulher
dc.subject.keywordViolência doméstica
dc.subject.keywordTraumatismos faciais
dc.subject.keywordMedicina legal
dc.titleViolência doméstica contra a mulher e trabalho remunerado em uma amostra populacional de João Pessoa
dc.typeDissertação

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