Comparação entre toxina botulínica tipo A versus triancinolona intralesional no tratamento de cicatrizes hipertróficas e queloides

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A toxina botulínica tipo A é uma neurotoxina proteica derivada da bactéria Clostridium botulinum, que faz uma ligação irreversivel na junção neuromuscular, inibindo a liberação pré-sináptica de acetilcolina. Essa toxina foi introduzida em 1980 pela primeira vez para finalidades médicas, como estrabismo e blefarospasmo. E, a partir dos anos 2000, para o tratamento de cicatrizes patológicas, embora até hoje seu mecanismo de ação não tenha sido totalmente entendido. Para esse estudo, foi realizada uma revisão bibliográfica com a seleção de artigos científicos em que comparassem o tratamento de cicatrizes hipertróficas e queloides com toxina botulínica tipo A versus o esteroide triancinolona como monoterapia e associados. A partir disso, foi possível avaliar a eficácia das drogas individualizadas e associadas, mostrando que a toxina botulínica tipo A é mais efetiva e melhor tolerada que a triancinolona no tratamento dos queloides e que associando-as, obtém-se um efeito sinérgico entre elas, a fim de minimizar os efeitos colaterais e diminuir os custos do tratamento. Mas, apesar da terapêutica associada parecer promissora, são necessários mais estudos que comprovem essa efetividade.

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