Proteção radiológica em medicina veterinária

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Devido à preocupação com os efeitos danosos a saúde, pelo uso da radiação ionizante, fez-se necessário a criação de normas de controle, com a incumbência de prover a proteção radiológica e estabelecer limites de exposição à radiação ionizante. Evidências de associação direta entre exposições em exames médicos e indução de câncer são escassas. Alguns estudos associam a radiação ionizante ocupacional a incidência de câncer, como exemplo o câncer de mama em médicos ortopedistas do sexo feminino, com maior prevalência comparado com linha de base geral para câncer na população feminina dos Estados Unidos da América (EUA). Os profissionais e pacientes podem receber doses de radiação que venham a causar efeitos adversos, como em procedimentos de exames de fluoroscopia, e procedimentos intervencionistas. Estudos demostram um risco elevado para catarata na área médica intervencionista. Este risco pode estar presente na radiologia veterinária, seja em procedimentos cirúrgicos intervencionistas ou exames de rotina no setor de radiologia de pequenos e de grandes animais. Muitos Países possuem normas especificas para área de radiologia veterinária. No Brasil ainda não possuímos normas e leis especificas para a radiologia veterinária. Aliado a normas trabalhistas e regras para aposentadoria desfavoráveis, pode acarretar ao profissional um elevado nível de doses de exposição à radiação ionizante durante toda a sua vida laboral. A inexistência de estudos a longo prazo acima de 30 anos sobre baixas exposições a radiação ionizante e de forma contínua, torna incógnito os reais riscos a que os profissionais estão submetidos

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