A hiperóxia é prejudicial ao paciente crítico
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Objetivo: Apesar do potencial de toxicidade do O2 ser conhecido desde sua descoberta, os efeitos negativos do excesso de oxigênio são menos claros e muitos profissionais de saúde desconhecem o possível dano que a hiperoxemia pode causar. O objetivo deste estudo é revisar na literatura recente as consequências clínicas decorrentes da hiperóxia no paciente crítico. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada a partir da base de dados on-line Pubmed/Medline. Foram utilizados os descritores “hyperoxia” e “critical care”, digitados em combinação ligados pelo operador booleano AND. Resultados: Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão foram analisados sete artigos. Os estudos demonstram que a hiperóxia está intimamente relacionada à desfechos desfavoráveis ou à mortalidade intra-hospitalar, em populações diversas de pacientes e em tempos variáveis de exposição ao excesso de oxigênio. Porém, a heterogeneidade dos estudos mostra a necessidade de mais pesquisas com grupos populacionais similares, bem como métodos e desfechos melhor definidos. Conclusão: A administração liberal de oxigênio é comum e a hiperóxia é frequentemente tolerada como sendo um fator de segurança. Porém, em sua maioria, os achados evidenciam que a hiperóxia pode ser tão ou mais prejudicial quanto a hipóxia, sobretudo em relação à mortalidade. Apesar da escassez de estudos e da heterogeneidade dos mesmos, a presente revisão demonstra a importância de prevenir a oxigenação excessiva em pacientes criticamente doentes e ventilados mecanicament
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