Tomada de decisão em cuidados paliativos: uma revisão sistemática com metanálise

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Introdução: As atuais evidências destacam que a tomada de decisão entre pacientes e cuidadores familiares em cuidados paliativos é complexa e dinâmica. Os pacientes enfrentam decisões difíceis sobre vários domínios de cuidados e se envolvem com uma variedade de profissionais de saúde que prestam cuidados formais. Portanto, buscamos responder a seguinte questão norteadora: Quais fatores estão envolvidos na tomada de decisão em pacientes em cuidados paliativos? Objetivos: Avaliar aspectos fundamentais do processo de tomada de decisão em cuidados paliativos envolvendo o cuidado centrado no paciente e suas preferências. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática com metanálise baseada em artigos publicados e disponíveis nas bases de dados: PubMed, Scopus e Embase. O estudo seguiu as diretrizes do protocolo PRISMA - Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses. A busca dos artigos foi realizada a partir da utilização das palavras-chave obtidas do Medical Subject Headings (MeSH), da biblioteca nacional de Thesaurus para vocabulários médicos controlados usados para indexar artigos no Pubmed, e do Emtree, Thesaurus oficial para vocabulários em ciências da vida da Elsevier. A metanálise foi realizada a partir da metodologia estabelecida no programa Comprehensive Meta Analysis - Versão 3.0 (2022). Resultados: Após revisão do texto completo, 54 estudos foram incluídos na síntese. Os estudos se concentraram principalmente nos cuidados no final da vida e nas preferências do paciente e do cuidador familiar para o cuidado do paciente. Descobrimos que a discordância entre pacientes e cuidadores familiares em cuidados paliativos pode se manifestar em conflito relacional e pode resultar da falta de conscientização e comunicação sobre as preferências de cuidado de cada um. O avanço da doença e a morte iminente dos pacientes, juntamente com o diálogo aberto sobre cuidados futuros, incluindo planejamento antecipado de cuidados, podem promover o consenso entre pacientes e cuidadores familiares. Conclusão: Os profissionais de saúde têm percepções diferentes sobre a autonomia dos pacientes mais jovens e mais velhos. Isso se torna importante no contexto da sedação, pois a administração de medicamentos sedativos pode levar a (mais) restrições de consciência e, consequentemente, restrições de comunicação, capacidade de expressar sua autonomia e participar da tomada de decisões. Portanto, além dos fatores médicos, é importante considerar com sensibilidade outros fatores implícitos que influenciam as decisões e o envolvimento dos pacientes no processo de tomada de decisão, como valores e preferências. É possível que um questionamento crítico permanente dos estereótipos possa contribuir para uma erosão efetiva dos padrões estereotipados e, em vez disso, levar ao desenvolvimento de estruturas mentais alternativas.

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