Análise da toxidade e sobrevida em pacientes com câncer cérvico-uterino submetidos a radioterapia 3D e IMRT: revisão sistemática e meta-análise
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Introdução: O câncer cérvico-uterino é um dos mais frequentes na mulher, sendo considerado um grave problema de saúde pública. A radioterapia é uma das modalidades de tratamento mais eficazes no combate ao câncer cérvico-uterino. As técnicas mais utilizadas são a conformacional (3D) e a intensidade modulada (IMRT). Ambos os métodos promovem efeitos adversos e não há consenso sobre a toxicidade e o tempo de sobrevida associado a cada uma das terapias. Objetivo: Este estudo tem por finalidade verificar qual das metodologias de radioterapia conformacional (3D) ou intensidade modulada (IMRT) apresenta menor toxicidade sistêmica (às hemácias, aos leucócitos, ao trato gastrointestinal e geniturinário) e maior tempo de sobrevida em pacientes com câncer cérvico-uterino. Metodologia: Foi realizada a revisão sistemática com meta-análise. A busca foi realizada nas base de dados: PUBMED, Cochrane Library, Web of Science, Controlled-trials Database of clinical trials, Clinical Trials - US National Institute of Health, National Institute for Health and Clinical Excellence e Bireme. Os dados foram pesquisados até 01 de agosto de 2019. Os descritores utilizados foram cervical neoplasm, three-dimensional radiotherapy, intensity modulated radiotherapy, systemic toxicity and disease-free survival rates. Pelo menos dois revisores avaliaram independentemente os resultados da pesquisa, extraíram os dados e avaliaram o risco de viés nos estudos incluídos. Os dados referentes ao Odds ratio (OR) foram agrupados na meta-análise usando o modelo de efeitos fixos. Resultados: Nove estudos, sendo dois coortes e sete casos-controle, foram incluídos na síntese quantitativa. Pacientes que receberam terapia IMRT exibiram menor toxicidade das células brancas (OR=0,54 IC95% 0,35-0,83; I2=63,0%), neutrófilos (OR=0,43 IC95% 0,29-0,64; I2=79,0%), geniturinária (OR=0,35 IC95% 0,20-0,59; I2=0,0%) e gastrointestinal (OR=0,46 IC95% 0,34-0,63; I2=82,8%) que indivíduos que receberam terapia 3D. Não houve diferença na incidência de sobrevida global e livre da doença por dois anos e três anos (valor de p>0,05) entre as modalidades de tratamento. Conclusão: Esta meta-análise determinou que a radioterapia em câncer cérvico-uterino do tipo IMRT não foi superior à modalidade 3D ao observar a taxa de sobrevida global e livre da doença. Entretanto, a radioterapia do tipo IMRT provocou menor chance de toxicidade gastrointestinal, geniturinária, leucócitos e neutrófilos.
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