Perfil clínico-epidemiológico e tendência temporal da hanseníase em município da Amazônia Ocidental - Acre, Brasil, 2005 - 2015
Arquivos
Data
Autores
Nível Educacional
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Tipo
Resumo
Descrição
Introdução: a hanseníase é uma doença negligenciada e um problema de saúde pública nos países em desenvolvimento. No Brasil, embora haja uma tendência ao decréscimo no número de casos novos, houve uma persistência da prevalência acima do preconizado, em algumas regiões. Cruzeiro do Sul (Acre) é referência no Vale do Juruá desde 1927 e, diante deste cenário, faz-se necessário buscar algumas lacunas que possam contribuir para o conhecimento sobre essa moléstia neste município. Objetivo: analisar o perfil clínico-epidemiológico e a tendência da hanseníase no município de Cruzeiro do Sul, no período de 2005 a 2015. Método: estudo descritivo, retrospectivo e monocêntrico, que analisou a epidemiologia e a tendência da hanseníase, a partir dos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação de Hanseníase (SINAN), utilizando-se do teste qui-quadrado, dos softwares Microsoft Office Excel e Joinpoint Regression. Resultados: Fizeram parte do estudo, 375 casos de hanseníase, com uma média de 34 casos/ano, sendo 249 do sexo masculino e 126 do sexo feminino, verificando que o maior número foi registrado no ano de 2006, com 89 casos, resultando em prevalência de 11,7/10.000 habitantes. A forma clínica Dimorfa foi a que apresentou maior percentual de casos (45,1%), diferindo estatisticamente (p < 0,05) das formas Tuberculóide e Virchowiana, as quais apresentaram 26,9% e 25,9% dos casos, respectivamente. A tendência e a variação percentual anual (annual percent change - APC) dos principais indicadores epidemiológicos da hanseníase, como a taxa de prevalência anual apresentou tendência decrescente, com APC = -15,1 e IC95% -21,2 - -8,6, a taxa de prevalência anual também apresentou tendência decrescente significativa em homens e mulheres, com variação percentual anual maior em mulheres (APC = - 21,9; IC95% -30,1 - -12,6) do que em homens (APC = -11,5; IC95% -17,2 - -5,5). As taxas de detecção de casos novos e de casos novos em menores de 15 anos também apresentaram tendência decrescente significativa (APC = -15,5; IC95% -23,2 - -7,0 e APC = -16,3 e IC95% -25,4 - -6,2, respectivamente). Já as taxas de casos novos com grau 2 e proporção de casos com grau 2 entre casos novos se mantiveram estáveis ao longo do período avaliado. Conclusão: A tendência local da hanseníase é um modelo do declínio gradual a exemplo do que ocorre a nível global, porém, os indicadores paradoxalmente evidenciam um diagnóstico tardio.
Palavras-chave
Citação
DOI
Coleções
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil

