Comportamento autonômico, metabólico e funcional de pacientes diabéticos do tipo 2
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Introdução: A Diabetes Mellitus em virtude de sua gravidade e complicações alcançadas, leva a necessidade de discutir variáveis que possam interferir em um melhor controle e prognóstico da doença, minimizando as repercussões que podem trazer ao paciente, aos seus familiares e ao serviço de saúde. Para melhor assistência pode-se lançar mão de métodos avaliativos que predizem morbimortalidade e prognóstico destes pacientes, tais como: variabilidade da frequência cardíaca (VFC), hemoglobina glicada (HBA1C) e o teste de caminhada de 6 minutos (TC6’). Objetivo: Analisar a modulação autonômica da frequência cardíaca, o nível de hemoglobina glicada e a capacidade funcional submáxima em diabéticos do tipo 2. Método: Estudo transversal, realizado em Rio Branco – AC, Brasil, no período de setembro de 2016 a dezembro de 2017. A população do estudo foi composta por 45 pacientes com diagnóstico de Diabetes Mellitus do tipo 2 (DM2), e para melhor entendimento do controle glicêmico destes pacientes, ainda foram estratificados em dois grupos quanto ao comportamento da HBA1C, sendo o Grupo 1 (n=13) aquele com valores de HBA1C <7% e o Grupo 2 (n=32) com HBA1C=7%. Todos os pacientes foram avaliados baseando-se no instrumento que incluiu questionário sociodemográfico (sexo, idade, escolaridade, estado civil, profissão, renda e naturalidade) e clínico (estatura, massa corporal total, índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal (CA), frequência cardíaca (FC), pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), TC6’, escala de Borg, questionário de qualidade de sono (QS), questionário de qualidade de vida (QV), HBA1C, e a VFC). Resultados: Na amostra geral observou-se uma correlação positiva entre a distância percorrida (DP) obtida no TC6 à VFC (SDNN – p=0,019; RRTri – p=0,037; SD2 – p=0,007; SD1/SD2 – p=0,010) e ao predomínio simpático (LF – p=0,004), e correlação negativa entre a CA e o predomínio parassimpático (rMSSD – p=0,041; pNN50 – p=0,036; SD1 – p=0,043). Nos pacientes do Grupo 1 a idade possui correlação negativa à VFC (SDNN – p=0,009; RRtri – p=0,005) e ao predomínio simpático (LF – p=0,017) e parassimpático (HF – p=0,011). Já nos voluntários do Grupo 2 a CA possui correlação negativa ao predomínio parassimpático (RMSSD – p=0,010; pNN50 – p=0,005; HF – p=0,034, SD1 – p=0,011). Conclusão: Não houve relação entre a modulação autonômica da frequência cardíaca e a hemoglobina glicada em pacientes diabéticos do tipo 2. Estes pacientes apresentaram uma relação direta entre a capacidade funcional submáxima e a variabilidade da frequência cardíaca global, e relação indireta entre a circunferência abdominal e a modulação autonômica parassimpática. Em pacientes diabéticos descompensados metabolicamente houve relação inversa entre a circunferência abdominal e o predomínio da modulação autonômica parassimpática.
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