Complicações advindas da sedação em pacientes intubados sob ventilação mecânica

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Objetivo: Identificar as complicações advindas da utilização de sedoanalgesia em pacientes intubados e sob ventilação mecânica. Método: Trata-se de um estudo de revisão não sistemática. Para a sua fundamentação, procedeu-se uma revisão de literatura realizada entre 05/02/2016 e 23/03/2016, mediante o levantamento de artigos científicos por meio de rastreamento na base eletrônica da Scielo no período de 2015 à 2000. Foram encontrados 81 artigos, dos quais 58 foram excluídos pois tratavam-se de pesquisas realizadas com outras temáticas. Entre aqueles que discutiam a problemática deste estudo com seres humanos, foram consultadas 23 obras, das quais todas foram selecionadas mediante leitura analítica. Todos os artigos utilizaram-se da língua portuguesa ou inglesa como idiomas originais. Após a seleção, procedeu-se a leitura interpretativa dos artigos mediante a aproximação dos objetivos desta pesquisa aos resultados observados. À partir daí, foram construídas fichas descritivas que nortearam a elaboração do raciocínio para a compreensão do fenômeno em estudo. Resultados: A analgesia e sedação são indispensáveis aos pacientes criticamente enfermos, no auxílio ao controle da ansiedade, promoção de amnesia, adaptação a ventilação mecânica e conforto durante procedimentos invasivos comuns nas UTIs. Os enfermeiros precisam conhecer os fármacos específicos que compõem a relação de drogas definidas para a sedoanalgesia, entre elas Midazolan, Propofol, Fentanila e Dexmedetomidina, as principais e mais utilizadas na realidade da prática assistencial da UTI, o que os leva a interferir na qualidade da assistência de enfermagem. Este estudo reconheceu que inúmeros são os motivos necessários para o uso de drogas analgésico-sedativas na UTI, pois os pacientes encontram-se expostos a intenso sofrimento psíquico causado pelo medo, ansiedade, distúrbios de sono-vigilia, manipulação desconfortável e imobilidade no leito. Verificou-se que o uso criterioso de sedoanalgesia pode restabelecer o bem-estar físico e psíquico do paciente, ao mesmo tempo em que previne alterações metabólicas potencialmente nocivas a homeostasia. Entretanto, o uso excessivo está associado a um aumento do tempo de internação, do risco de infecção e da taxa de mortalidade. Conclusão: Evidenciaram-se como principais complicações do uso de sedativos as alterações de ordem sistêmica que englobam o SNC, ocasionando delírio, ansiedade, memórias ilusórias, euforia e sonolência. Com relação ao sistema cardiovascular, as principais são as arritmias cardíacas, depressão miocárdica, instabilidade hemodinâmica, cursando o paciente com hipertensão e/ou hipotensão arterial. Já ao que tange ao sistema respiratório, o paciente pode cursar com hipóxia, esta qual podendo estar associada à efeitos depressores da resposta simpática, evidenciada por queda de saturação, depressão respiratória e acidose grave.

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