Estudo da equipe em saúde teoria e prática na atenção primária em saúde em um municipio do nordeste brasileiro

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Introdução: É necessário debater o conceito atribuído a equidade nos serviços de saúde e sua exequibilidade. Diante da discussão sobre equidade em saúde, o conceito por ser polissêmico, implica em subjetividades e, portanto, necessita de reflexões teórico-práticas que discutam qual definição melhor se ajusta a assistência à saúde para que as políticas públicas possam ser melhor elaboradas e instituídas. Objetivo: analisar a aplicabilidade da equidade pelos atores da Atenção Primária à Saúde (APS) no município de Juazeiro do Norte-CE. Método: a presente pesquisa trata-se de um estudo descritivo, transversal de cunho qualitativo com abordagem hermenêutica-dialética, fundamentada na estrutura teórica dos Determinantes Sociais da Saúde. A população do estudo foi constituída por gestores de saúde local e vinculados à atenção básica e pela equipe de profissionais da ESF. Foi utilizado como instrumento para a coleta de dados, neste estudo, entrevista diretiva, norteadas através de um roteiro previamente estruturado e observação direta, utilizando um checklist. Foi utilizado para tratamento dos dados, obtido com a entrevista, análise de conteúdo, estando calcado na proposta de Bardin. A proposta da pesquisa foi submetida à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina do ABC, recebendo o parecer aprovado sob o número 935.651, em 21 de janeiro de 2015. Resultados: sobre o conceito de equidade em saúde, os participantes do estudo concebem equidade como um direito de todos os cidadãos; equidade como um princípio do SUS; equidade como sinônimo de igualdade; equidade como sinônimo de justiça social; e equidade como termo desconhecido. A promoção da equidade ocorre através da assistência de forma humanizada; ao oferecer assistência à saúde para todos de forma igualitária; ao priorizar o atendimento a usuários da UBS em condições de vulnerabilidade. Quanto a relação entre teoria e prática alguns entrevistados tentam estabelecer uma ponte entre teoria e prática da equidade em saúde e há os que encontram dificuldade em tentar e os que declaram não subsistir nenhuma relação entre a doutrina da equidade e a prática. Conclusão: 1) A equidade em saúde apresentou diversas concepções, aparecendo de forma polissêmica entre os participantes do estudo, sendo mais associada a justiça social. 2) A relação teoria e prática é desarticulada, no que diz respeito, a promoção da equidade, inexistindo a práxis. 3) A aplicabilidade da equidade em saúde ocorre de forma superficial, a equipe da ESF e gestores vinculados a APS, promovem-na de forma não muito consciente e as ações cotidianas são limitadas, sem reflexão do processo de assistência posto em prática, reduzindo as ações a "tarefas" pontuais, de caráter emergencial, que não modificam a estrutura da teia de causalidade. 4) A promoção da equidade em saúde não é efetiva. 5) A insuficiência do saber sobre equidade em saúde está relacionada a deficiência na formação profissional

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