Ações da atenção primária à saúde na prevenção da mortalidade materna

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Introdução: a mortalidade materna é um problema de saúde pública mundial. Atualmente a Organização Mundial de Saúde considera como aceitável a Razão da Mortalidade Materna (RMM) de 20 óbitos maternos para cada 100 mil nascidos vivos. No entanto, estatísticas apontam que durante o ano de 2013, no mundo, 289.000 mulheres morreram por complicações na gestação, parto e puerpério. No Brasil entre 2010-2015, ocorreram 10.075 óbitos maternos. Objetivo: analisar as ações realizadas no âmbito da atenção primária à saúde na prevenção da mortalidade materna no município de Juazeiro do Norte-CE. Método: trata-se de um estudo de campo, transversal, descritivo com abordagem qualitativa, realizado no município de Juazeiro do Norte - CE. A população do estudo foi constituída por profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), totalizando 81 participantes. Foi utilizada, como instrumento de coleta de dados, a entrevista, a qual foi realizada por meio de formulários previamente estruturados. Foi realizada uma leitura crítica e reflexiva dos dados colhidos, em seguida, foram analisados por meio do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). A proposta da pesquisa foi submetida à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Leão Sampaio de Ensino Universitário Ltda., recebendo o parecer aprovado sob o número 1.389.345, em 15 de janeiro de 2016. Resultados: foi possível identificar o que os profissionais da Atenção Primária em Saúde (APS) percebem como influenciáveis em relação aos fatores que ocasionam a morte materna; como estes desenvolvem o trabalho interdisciplinar; as ações individuais de tais profissionais na prevenção da morte materna; os desafios vivenciados e a aptidão dos trabalhadores da APS no combate à mortalidade materna e as medidas eficazes para o combate a este agravo na visão destes profissionais. Conclusão: os fatores que interferem para elevar o índice de morte materna estão ligados ao profissional, à gestão e à própria gestante e sua família; o pré-natal é fator primordial para reduzir o óbito materno, pois é possível identificar riscos à gestação e à vida materna e, desse modo, agir precocemente para minimizar danos, proporcionando o parto seguro e sem complicações, desse modo tem-se a integralidade da assistência à saúde; a questão social como baixo grau de escolaridade, subempregos, baixos salários e baixa economia é influenciadora na ocorrência da morte materna; ações tanto individuais quanto interdisciplinares devem ser realizadas pelos integrantes da atenção primária no combate à morte materna; há necessidade de rever as políticas públicas, pois as mesmas foram consideradas frágeis e inoperantes.

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