Assistente virtual tipo chatbot para farmacovigilância de vacinas: desenvolvimento e validação
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Introdução: A vacina é uma das maiores criações da medicina contemporânea e embora elas sejam altamente eficazes, nenhuma está isenta de provocar reações nos indivíduos, necessitando que haja o desenvolvimento de um sistema de notificação e monitoramento que seja de fácil utilização e que tenha interações com os usuários. Nesta perspectiva, os assistentes virtuais tipo chatbots são sistemas que buscam simular funções do cérebro humano como tomada de decisão, processamento de informação e comunicação oral, podendo reduzir as subnotificações dos eventos adversos após a vacinação. Objetivo: Desenvolver e validar um assistente virtual para a farmacovigilância de vacinas. Método: Trata-se de uma pesquisa de desenvolvimento metodológico, realizada em quatro etapas: 1) Identificação das dimensões, definições operacionais e itens do construto, 2) Validação de conteúdo do script, 3) Desenvolvimento do protótipo do assistente virtual tipo chatbot e, 4) Usabilidade do sistema desenvolvido. O projeto desta pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (parecer número 3.774.536). Para a primeira etapa, foi realizada uma revisão da literatura com análise descritiva dos dados. Na segunda etapa, foi constituído um painel de 22 juízes, que avaliaram através de questionário, viabilizado pelo Google forms, o conteúdo das definições operacionais, itens e figuras do assistente virtual. A análise dos dados foi realizada através de percentual de concordância, índice de validade de conteúdo por item e índice de validade de conteúdo em nível de escala pelo método de cálculo de média. Além disso, a confiabilidade das avaliações foi verificada através do índice de concordância interavaliadores e por meio do teste Fleiss Kappa. A Terceira etapa ocorreu pela incorporação do script validado na plataforma IBM Watson, considerando o processamento de linguagem natural, de modo a responder ao usuário a partir de padrões conhecidos de linguagem. Finalmente, para a última etapa, foi realizada a avaliação de usabilidade do protótipo por uma amostra por conveniência, composta por 126 usuários distribuídos em dois grupos (G1 – sem reações a vacinas; G2 – com reações), avaliados por meio do System Usability Scale – SUS. Resultados: Por meio da revisão da literatura, o script do assistente virtual foi composto por 19 itens distribuídos em cinco domínios e acompanhado por duas figuras. Verificou-se que os domínios do alcançaram critérios de adequação, relevância e representatividade excelentes, todos acima de 86%; o índice de validade de conteúdo variou de 0,81 a 0,98, com uma média de 0,90 e um índice de fidedignidade entre os avaliadores de 1,00. Verificou-se uma excelente concordância entre os avaliadores (valor médio de Kappa: 0,76). O escore total de usabilidade entre os usuários foi de 80,1, variando de 78,2 no grupo 1 (usuários sem reações às vacinas) a 82,1 no grupo 2 (usuários com reações) (p: 0,002). Conclusão: Verificou-se que o assistente virtual para farmacovigilância de vacinas obteve um nível satisfatório de validade de conteúdo e usabilidade, conferindo maior credibilidade ao dispositivo, ora desenvolvido, para maior vigilância e segurança dos usuários.
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