Revisão integrativa: o manejo do enfermeiro na hipotermia pós-parada cardiorrespiratória

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Introdução: A hipotermia terapêutica (HT) pode melhorar os resultados neurológicos após uma parada cardíaca, devido aos benefícios neuroprotetores cientificamente comprovados. Atualmente o International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR) e a American Heart Association (AHA) incluíram a HT como uma recomendação para o cuidado dos pacientes comatosos que sobreviveram à parada cardíaca. No entanto, a técnica ainda é pouco utilizada, devido inexperiência dos profissionais, insegurança e inaptidão quanto o manejo clínico da técnica e falta de protocolo clínico padronizado. Em razão da complexidade e acuidade dos casos de pós-PCR marcado pela instabilidade hemodinâmica, os pacientes são admitidos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para serem submetidos à HT, com intuito de diminuir a lesão secundária e melhorar a evolução neurológica. Nesse cenário, compete ao enfermeiro a monitorização hemodinâmicas e neurológicas das vítimas, assim como no cuidado do manejo, desde o resfriamento até a fase do reaquecimento, a fim de prevenir complicações e melhorar o prognóstico do paciente. Objetivo: Desta forma, objetivou-se identificar na literatura nacional e internacional a importância do manejo do enfermeiro na hipotermia induzida pós-PCR. Método: A metodologia utilizada foi a revisão integrativa da literatura dos artigos publicados nos últimos oito anos, nas bases de dados da Medline, Lilacs e BDENF. Resultados e Discussão: Apesar da incipiência de estudos publicados e atualizados quanto à temática, restringidos em 05 amostras, os principais aspectos dos cuidados na HT consistem na manutenção do estado hemodinâmico estável, manutenção da oxigenação e da perfusão adequada, monitorização de fluidos e distúrbios eletrolíticos, gestão no controle da temperatura, prevenção de complicações, estabelecimento de planos de cuidados de forma sistematizada, treinamento da equipe de enfermagem e participação na elaboração de protocolos clínicos. Conclusão: Portanto, a revisão serve como reflexão crítica e profissional, em especial para os enfermeiros intensivistas, e incita para o levantamento de novas pesquisas, investigações, atualização de artigos e para o estabelecimento de uma diretriz de prática clínica padronizada e nacional.

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