Evolução espacial da primeira onda de COVID-19 em 2020, no município de Cruzeiro do Sul, AC, Brasil
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Introdução: A pandemia da doença de Coronavírus 2019 (COVID-19) é uma doença infecciosa causada pelo vírus da síndrome respiratória aguda grave Coronavírus 2 (SARS-CoV-2), e que se espalha entre as pessoas de várias maneiras diferentes. A COVID-19 levou a um revés sem precedentes para a economia e a saúde globais. A vacinação tem sido uma das intervenções mais eficazes para reduzir substancialmente a doença grave e a morte devido à infecção. Diante do período pandêmico enfrentado pelo Brasil, com enfoque no ano de 2020, evidencia-se a importância de compreender como ocorreu a evolução espacial e temporal da primeira onda de COVID-19 no Município de Cruzeiro do Sul, no extremo oeste do estado do Acre. O trabalho busca identificar, com auxílio de SIG, a existência de um padrão comum na distribuição da morbimortalidade ocasionado pela COVID-19, e se existe alguma associação dessa distribuição em relação ao nível sócio econômico dos territórios adstritos aos centros de saúde. Dada a alta probabilidade de dispersão da doença, a hipótese do presente estudo é que lugares com renda mais baixa são os que mais sofrem quanto à morbimortalidade ocasionada pela COVID-19. Objetivo: Avaliar a evolução espacial e temporal da primeira onda de COVID-19 no Município de Cruzeiro do Sul, Acre no ano de 2020. Método: Trata-se de um estudo ecológico em epidemiologia, que utiliza o georeferenciamento e mapeamento, no qual casos e óbitos por COVID-19 serão associados com determinantes socioeconômicos espacialmente. Áreas de saúde do Município de Cruzeiro do Sul, Acre, foram utilizadas como unidades de análises no ano de 2020. Resultados: O presente estudo conseguiu georefenciar 2.851 dos 4.661 (pouco mais de 61%) casos de COVID-19 notificados que ocorreram em Cruzeiro do Sul. O coeficiente de incidência geral foi de 519 casos por 10.000 habitantes (4.661 casos confirmados de COVID-19 / população total de 89.760, em 2020, multiplicado pela base do coeficiente 10.000). O coeficiente de mortalidade foi de 86 por 100.000 habitantes (78 óbitos confirmados por COVID-19 / população total de 89.760, em 2020, multiplicado pela base do coeficiente 100.000). A letalidade em porcentagem foi de 1,67% (78 óbitos / número de casos de COVID-19, multiplicado por 100). Conclusão: A análise da distribuição espacial dos casos de COVID-19 evidenciou que a epidemia não surgiu a partir de um ponto focal, mas a partir de alguns casos isolados através dos quais o vírus se dispersou, e que a maior concentração dos casos e óbitos ocorreu em áreas de saúde com população de maior renda familiar.
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