Covid-19 no nordeste do Brasil: análise da incidência, mortalidade e letalidade no estado da Paraíba no período de 2020 a julho de 2022
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Introdução: No Brasil, as dificuldades da pandemia de COVID-19 foram ampliadas pelo contexto de desigualdade social. A Paraíba, assim como o restante da região Nordeste, tem sofrido o impacto da pandemia, que se reflete em sua população. Por isso, é fundamental analisar o perfil epidemiológico, as particularidades de cada região e as consequências da disseminação do vírus para conscientizar a população.Objetivo: Avaliar a incidência, mortalidade e letalidade da COVID-19 no estado da Paraíba no período de 2020 a julho de 2022. Método: Trata-se de um estudo ecológico com análises de dados de casos e óbitos de COVID-19 no estado da Paraíba, no período de março de 2020 a julho de 2022. Foram calculados a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), mortalidade (número de óbitos por 100 mil habitantes) e letalidade (%). Utilizou-se o teste de regressão de Prais Winsten, e foram estimados a taxa de variação percentual diária, considerou-se diferenças significativas quando p<0,05. Resultados: Foram registrados 646.141 casos e 10.353 óbitos. A população feminina foi mais afetada pela pandemia de COVID-19, onde o número de casos chegou a 58% do total, por outro lado, a mortalidade foi maior nos homens com 55% do total de óbitos. Entre as vítimas fatais, 66,7% tinham mais de 60 anos e presença de comorbidades, sendo as mais frequentes as cardiopatias (23,47%), seguida de Diabetes Mellitus (23,16%), hipertensão (21,16%). Para o período total, mostra-se uma tendência decrescente da letalidade e mortalidade com variação percentual diária de -0,20% e -0,22%, respectivamente (p<0,05). Enquanto a Incidência indica uma tendência estacionária (p>0,05). No entanto, para o ano de 2022, os três indicadores mantêm uma tendência estacionária, indicando que a pandemia ainda não está sob pleno controle epidemiológico. Conclusão: A taxa de mortalidade aumentou gradativamente de acordo com as faixas etárias. A maior taxa de mortalidade ocorreu um ano após o início da pandemia, e a maior incidência foi registrada 2 anos após o início da pandemia, e as tendências de incidência, letalidade e mortalidade foram estacionárias ao final do período analisado (julho de 2022). Isso reforça a necessidade de continuar monitorando o acompanhamento das medidas não farmacológicas e continuar com o programa de vacinação de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde.
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