Perfil de expressão de HMSH2 e HMSH6 através de RT-PCR em tempos real de neoplasias mamarias durante o tratamento de quimioterapia
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O Câncer de mama é o câncer mais incidente entre as mulheres em todo mundo. No Brasil pode ser atribuído, principalmente a um atraso no diagnóstico e na terapêutica adequada. Como a integridade genômica está constantemente sob ameaça de um grande número de mutações, existe um complexo sistema de reparo genômico de proteínas denominadas genes de reparo do DNA, dentre elas o hMSH2 e o hMSH6 envolvidos no Câncer de mama. A instabilidade de microssatélites está associada com anormalidades de reparo do DNA (hMSH2 e hMSH6) produzindo um estado de hipermutação, que podem ser responsáveis em alguns tipos de câncer. Tais achados podem estar relacionadas com a suscetibilidade ao desenvolvimento de leucemias secundárias em pacientes submetidas ao tratamento quimioterápico com agentes alquilantes. O presente trabalho visa avaliar a expressão relativa de hMSH2 e hMSH6 com método quantitativo RT-PCR em tempo real na fração mononuclear do sangue periférico em cerca de 45 pacientes portadores de Câncer de mama ao diagnóstico (Amostra Controle) e durante o tratamento quimioterápico até completar 1 ano de tratamento, e correlacionar com os dados clínicos, patológico e terapêutico. As avaliações de todas as amostras foram normatizadas pela expressão d e a expressão dos genes hMSH2 e hMSH6 ao longo do tempo e uma fraca correlação o GAPDH. Nos resultados, por mais que ocorreu uma correlação entre no perído de 6 meses (0,34 , p = 0,010). Apenas a expressão do gene hMSH2 foi significativamente diferente ao longo do tempo ( p = 0,02 ). O que se associou com o aparecimento da instabilidade de microssatélites. Não houve associação estatisticamente significativa entre a evolução da expressão gênica e as co-variáveis (estadiamento, progressão, tempo de progressão , idade e presença de estrogênio e receptor de progesterona ). A expressão do gene hMSH2 varia ao longo de quimioterapia e não é dependente da expressão do gene hMSH6 . A modificação do sistema de reparo do DNA parece ser transitória. O que sugere a avaliação da implementação de agentes citoprotetores juntamente ao regime quimioterápico para tentar diminuir esses efeitos genotóxicos.
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