A contribuição da ultrassonografia na identificação dos preenchedores dérmicos e suas complicações

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Os preenchedores dérmicos são cada vez mais utilizados para rejuvenescimento facial. Entretanto, seu uso não é isento de riscos e complicações cada vez mais frequentes. Múltiplos aplicadores, aplicadores não capacitados, uso de produtos não registrados, múltiplos procedimentos em um local anatômico e desconhecimento do paciente de qual produto aplicado, são os principais responsáveis pelas complicações. Assim é de fundamental importância diagnosticar o preenchedor já aplicado e também identificar e tratar as complicações precocemente. Para isso, o padrão ouro é a biópsia de pele. No entanto, como geralmente o uso é na face, a biópsia por ser invasiva é evitada para não deixar cicatrizes. Além disso, a amostra representada no exame é pequena e pode ser insuficiente. A ultrassonografia é exame não invasivo que possibilita identificar o material aplicado e as complicações. Possui baixo custo e de maior representatividade. Os preenchedores possuem características específicas à ultrassonografia sendo facilmente identificados. As complicações como oclusão arterial, granulomas, abscessos também são visualizadas no exame. Porém, é de fundamental importância saber o tipo de preenchedor, uma vez que os tratamentos são diferentes para cada tipo deles. Desse modo a ultrassonografia é uma ferramenta importante para os profissionais que realizam preenchimentos dérmicos.

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