Diagnóstico de enfermagem e plano de cuidados a mulheres acometidas por sepse atendidas em um Hospital Municipal Universitário de São Bernardo do Campo

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Introdução: a sepse impacta a sociedade com elevadas taxas de morbidade e mortalidade e representa grandes dispêndios para o sistema de saúde devido longo período de permanência hospitalar. Representa uma das quatro principais causas de mortalidade relacionadas à gravidez, juntamente às causas hemorrágicas, doenças hipertensivas e aborto. Diretrizes de combate a sepse estão sendo incorporadas nas normas e rotinas de departamentos de Ginecologia e Obstetrícia com o objetivo de identificar e tratar as infecções graves e sepse no ciclo grávido-puerperal. Objetivo: caracterizar a assistência de enfermagem prestada à mulher gestante, puérpera e em PO de cirurgia ginecológica acometida por sepse. Metodologia: estudo quantitativo, com técnica descritiva e coleta de dados secundários. Mediante a aplicação de um formulário, foi realizada a coleta dos dados a partir da análise dos prontuários de pacientes atendidas no Pronto Atendimento do Hospital Municipal Universitário de São Bernardo do Campo, no período de julho a dezembro de 2015, e que tiveram instituído o protocolo de sepse à admissão. A análise foi realizada por meio de softwares epiinfo 7.0® e excell®.Resultados: observou-se 29 prontuários que atenderam aos critérios de inclusão deste estudo, dos quais 62% referiram-se à gestantes, 31% à puérpera se apenas 7% à mulheres em período pós-operatório de cirurgias ginecológicas. Percebe-se, ainda, que predomina o foco infeccioso urinário entre as gestantes (24,1%) e uterino entre as puérperas (13,7%) e gestantes (10,3%). Chama à atenção a indefinição dos focos infecciosos (34,5%) constatada em 17,2% das gestantes, em 10,3% das puérperas e em 7,0% das mulheres em períodos pós-operatórios ginecológicos. À análise dos diagnósticos de enfermagem (DE) registrados nos prontuários, demonstra o predomínio de “medo” (65%), “conforto prejudicado” (65%) e “dor” (51,7%). Por outro lado, “débito cardíaco diminuído” e “risco/glicemia instável” foram observados em apenas 10,3%, respectivamente. Quanto ao plano de cuidados, nota-se ações prescritas como “manter ambiente calmo” (48,3%), “comunicar a paciente o procedimento a realizar”(31%) e “avaliar dor mediante escala numérica, comunicar se >4” (27,6%). Todavia, outras intervenções foram observadas, como “avaliar nível de consciência e escala de coma de Glasgow <8” (48,3%), “monitorar sinais vitais h/h” (69%), “monitorar sinais de choque” (20,7%), “avaliar glicemia capilar no mínimo de 4/4h” (6,9%), “monitorar débito”(44,8%). Conclusão: Após caracterização da frequência dos diagnósticos de enfermagem e os planos de cuidados prescritos no pacote de 6 horas do protocolo sepse observamos uma deficiência na identificação precoce dos sinais e sintomas que são primordiais para redução do número de casos de sepse. Para fornecer uma assistência de enfermagem capaz de atender as necessidades do paciente portador de sepse o enfermeiro deve possuir conhecimento cientifico para realizar uma sistematização de enfermagem adequada, direcionando as ações prestadas, diminuindo os riscos de complicações e assim conduzindo com segurança o cuidado prestado por toda equipe de enfermagem.

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