Níveis séricos de ficolina 3 e lectina ligadora de manose em pacientes com hanseníase e contatos familiares
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O sistema complemento (SC) é ativado por 3 vias que convergem para a via terminal, também denominada, Complexo de Ataque à Membrana (MAC). A via clássica, alternativa e das lectinas são as vias de ativação do SC. A lectina ligadora de manose (MBL) e as ficolinas (FCNs) reconhecem padrões de açúcares e resíduos acetilados relacionados a padrões moleculares associados a patógenos (PAMP) em uma grande variedade de microrganismos, dentre eles, as micobactérias, incluindo a Mycobacterium leprae. A hanseníase ainda é um problema de saúde pública considerável no Brasil. Mesmo assim, há escassez de estudos avaliando a influência do sistema complemento em pacientes com hanseníase. Objetivo: Esta pesquisa teve como objetivo avaliar níveis séricos de ficolina 3 e MBL em pacientes com hanseníase e seus contatos familiares sem a doença. Método: Trata-se de estudo observacional, transversal e analítico. A coleta de MBL e FCN3 foi feita em dois grupos, a saber: pacientes com Hanseníase (n=90) e contatos familiares sem hanseníase (n=79). Um subgrupo de pacientes com idade < 15 anos de idade (n=35) e seus contatos familiares (n=20) foi analisado em separado. Foram coletados dados clínico-epidemiológicos dos grupos. A dosagem de níveis séricos de MBL foi conduzida através de ensaio imunofluorométrico (ELISA). A dosagem dos níveis séricos de Ficolina 3 (FCN3) foi um Kit comercial Fine Biotech de imunoadsorbância enzimática (ELISA) seguindo o protocolo de procedimentos. Resultados: Entre os pacientes adultos e pediátricos com diagnóstico de hanseníase identificou-se níveis mais de FCN3 e MBL em relação aos seus contatos adultos e pediátricos. Identificamos níveis mais elevados de FCN3 naqueles com forma clínica indeterminada (n=10/41,9µg/ml) em comparação com a forma virchowiana (n=20/34,3µg/ml) (p=0,033) entre os pacientes. Observamos também o grau 0 de incapacidade com níveis altos de FCN3 (n=58/38,1µg/ml) em comparação com aqueles com alguma incapacidade (p=0,031). Níveis mais altos de FCN3 também foram observados no grupo de pacientes sem reações hansênicas (37,4µg/ml) em comparação com a reação tipo 1 e 2 (33,7µg/ml e 36,1µg/ml), respectivamente. Em pacientes < 15 anos de idade, os níveis mais altos de FCN3 ocorreram naqueles com forma clínica indeterminada (43,6 µg/ml) em comparação com as formas dimórficas (36,8 µg/ml) e virchowiana (32,1µg/ml) (p=0,013). Identificamos níveis mais altos de FCN3 entre os graus de incapacidade 0 ou sem deficiência (38,6 µg/ml), em comparação com o grau 1 (31,0 µg/ml) e grau 2 (26,8 µg/ml) (p=0,008). Pacientes sem reações (39,3 µg/ml) em comparação com a reação hansênica tipo 1 (30,1 µg/ml) e tipo 2 (33,5µg/ml) (p=0,009). Os pacientes <15 anos de idade tinham níveis de MBL mais altos (4455 ng/ml) em comparação com aqueles > 15 anos (2342 ng/ml) (p = 0,018). Os níveis séricos de MBL e FCN3 não parecem influenciar a aquisição da infecção por Mycobacterium leprae. Entretanto, podem contribuir para as manifestações crônicas da doença. Níveis mais altos de FCN3 foram associados a forma inicial e transitória e menor expressão em formas mais agressivas para adultos e pacientes < 15 anos de idade. Os níveis de MBL também foram mais altos em crianças menores de 15 anos de idade em comparação com pacientes adultos. Conclusão: Os resultados sugerem que essas proteínas podem influenciar a gravidade da hanseníase.
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