Transtorno de stress pós-traumático em imigrantes : um estudo de revisão sistemática com metanálise
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Objetivo: Analisar as implicações que ampliam o surgimento do Transtorno de Estresse Pós-traumático. Fontes de dados: Periódicos indexados nas bases de dados MEDLINE e LILACS, e hospedados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), assim como artigos do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Para realização da pesquisa, os autores optaram pelo uso dos descritores (Descritores em Ciências da Saúde) “Stress Disorders, Post-Traumatic”, "Refugees” e “Mental Health”. Seleção de estudo: A seleção primária ocorreu pela análise dos títulos e resumos, seguida da elegibilidade baseada nos critérios de inclusão previamente estabelecidos. Extração de dados: Alguns dados foram extraídos dos estudos, tais como autor / ano, tipo de participantes e seus respectivos números, tipos de intervenções, número de sessões ou tempo de acompanhamento e resultados. Resultados: Os 10 artigos incluídos nesta revisão são originários da Austrália, Dinamarca, Etiópia, Turquia, Uganda, Israel, Coréia do Sul e Papua-Nova Guiné e foram publicados nos anos de 2014 (2), 2015 (6), e 2017(2). Em relação à temática abordada, 50% dos artigos concentra informações acerca do transtorno de estresse pós traumático e problemas de saúde mental e a outra metade aborda os efeitos psicossociais de conflitos em massa em refugiados. A metanalise atribuiu I^2 (variação em ES atribuível a heterogeneidade) = 96,46%, com estimativa da variância entre estudos Tau ^ 2 = 0,02. Teste de ES = 0: z = 17,75 p = 0,00. A análise conclui que há uma proporção considerável de transtorno psiquiátrico na população de refugiados. Conclusão: A exposição a eventos traumáticos como execuções públicas e outros atos de violência extremas, assassinato de familiares, morte de familiares e amigos devido à fome, passar fome e ver-se desabrigado, está intimamente relacionado com a prevalência de TEPT em refugiados. A aculturação e o distanciamento prolongado da família são preditores de sintomas depressivos em refugiados e tanto a exposição a uma nova cultura quanto a adaptação a novas leis e normas dos países acolhedores atuam como estressores e agravantes do quadro depressivo.
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