Recuperação de espermatozoides e injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) para homens vasectomizados: influencias das variáveis masculinas, femininas e laboratoriais nas taxas de gravidez e nascidos vivos
Arquivos
Data
Autores
Orientador
Nível Educacional
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Tipo
Resumo
Descrição
Introdução: A Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI) com recuperação de espermatozoides tornou-se uma opção de concepção para casais cujos homens foram vasectomizados. O tempo de vasectomia foi estudado como fator prognóstico com conclusões contraditórias. Outras variáveis como a idade da parceira, número de oócitos manipulados e classificação embrionária são considerados fatores prognósticos de gravidez e nascidos vivos. Método: Foram avaliados retrospectivamente 332 casais, cujos homens eram vasectomizados, submetidos a 450 ciclos de ICSI com recuperação de espermatozoides do epidídimo ou testículo em um período de 11 anos em três centros de tratamento especializados em São Paulo. As variáveis avaliadas foram: idade do homem, tempo de vasectomia, idade da mulher, número de oócitos em metáfase II manipulados no laboratório, taxa de fertilização e número de pré- embriões classificados como bons. Para estudo do tempo de vasectomia os homens foram separados em GI: menos de 3 anos (n=02); GII: entre 3 e 8 anos (n=74); GIII: entre 9 e 14 anos (n=161) e GIV: 15 ou mais anos (n=213). Foram comparadas as variáveis de estudo entre os casais que engravidaram e as mulheres tiveram filhos vivos e aqueles com resultado contrário para os primeiros ciclos de tratamento e para os ciclos de repetição. A análise estatística utilizou programa SPSS (Statistical Package for Social Sciences) adotando 5% de nível de significância (P< 0,05). Objetivos: Avaliar o tempo de vasectomia e as demais variáveis como fatores prognósticos de gravidez clínica e nascidos vivos no primeiro ciclo de tratamento e nos ciclos de repetição. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa entre a média de intervalo de tempo entre a vasectomia e o ciclo de tratamento para primeiro ciclo ou repetição para casais com gravidez e nascidos vivos e sem gravidez. As taxas de gravidez e nascidos vivos, não foram estatisticamente diferentes entre os grupos de intervalo de tempo de vasectomia estudados para primeiro ciclo ou repetição. Para o primeiro ciclo de tratamento a idade da mulher, o número de oócitos manipulados e o número de pré-embriões classificados como bons, foram estatisticamente diferentes entre os casais que engravidaram e tiveram filhos quando comparados aos que não engravidaram. Para os ciclos de repetição, nenhuma das variáveis estudadas foi estatisticamente diferente. Conclusões: O tempo de vasectomia não foi fator prognóstico de gravidez ou nascidos vivos no tratamento com ICSI e recuperação de espermatozoides. A idade da parceira, o número de oócitos manipulados e o número de pré-embriões classificados como bons foram fatores prognósticos para gravidez e nascidos vivos no primeiro ciclo de tratamento da azoospermia obstrutiva por vasectomia com recuperação de espermatozoides e ICSI. As variáveis estudadas não foram estatisticamente diferentes para os casais com gravidez e nascidos vivos e sem gravidez nos ciclos de repetição do tratamento.
Palavras-chave
Citação
DOI
Coleções
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil

