Ressonância magnética no auxílio ao diagnóstico da doença de Alzheimer

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A Ressonância Magnética pode ser definida como a propriedade física apresentada em núcleos de determinados elementos. Estes núcleos emitem rádio sinal quando submetidos a um forte campo magnético devido a excitação por ondas de rádio em determinada frequência. A doença de Alzheimer é caracterizada histopatologicamente pela perda sináptica e também pela morte neuronal que é observada em regiões do cérebro responsáveis pelas funções cognitivas, isto inclui o hipocampo, córtex cerebral, o córtex entorrinal e o estriado ventral. A doença de Alzheimer compromete capacidades cognitivas de seus portadores e a tendência é que este comprometimento com o passar dos anos torne-se mais significativo. Geralmente a memória recente é a primeira a ser comprometida, mas conforme a doença progride algumas habilidades básicas também são comprometidas, por exemplo a capacidade de realizar cálculos e o uso de objetos que fazem parte da rotina diária. Utilizada para diagnosticar demências, a Ressonância Magnética é um exame convencional que avalia a morfologia cerebral e o grau de atrofia. Na fase inicial da doença de Alzheimer já é possível visualizar certo nível de atrofia nos exames de Ressonância Magnética, esta atrofia está diretamente relacionada a perda de memória, uma das primeiras manifestações clínicas da doença. Os achados típicos revelam de forma precoce, atrofia dos lobos temporais com predomínio dos hipocampos, sendo possível observar também cornos temporais dos ventrículos laterais e fissuras proeminentes nos hipocampos. As imagens da espectroscopia de prótons são apresentadas em forma de gráficos que demonstram os picos de determinados metabólitos, os quais apresentam diferentes radiofrequências e intensidades. Considerada um método de neuroimagem funcional, a espectroscopia de prótons é uma vertente da Ressonância Magnética que permite o estudo dos metabólitos in vivo e de maneira não invasiva. Por tratar-se de uma técnica com sensibilidade a variação dos metabólitos, a espectroscopia de prótons é considerada uma técnica mais específica para avaliação de perda neuronal diferente da neuroimagem estrutural que avalia atrofias.

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