Associação entre as concentrações de vitamina D e a variação do índice de massa corporal em mulheres submetidas à derivação gástrica em Y de Rox

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O número de indivíduos obesos vem aumentando no Brasil, assim como o de indivíduos com obesidade de classe III ou grave, ou seja, pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) = 40 kg/m2 (OMS,1997). A prevalência da hipovitaminose D em indivíduos obesos grave é encontrada tanto no pré como no pós-operatório de cirurgia bariátrica. O objetivo deste trabalho foi avaliar a deficiência de 25(OH)D e a composição corporal de mulheres submetidas à cirurgia bariátrica e relacionar a variação do índice de massa corporal após a cirurgia com as concentrações de 25(OH)D. Por meio de estudo transversal e controlado foram avaliadas 49 mulheres obesas, adultas, voluntárias, submetidas à derivação gástrica em Y de Roux (DGYR), média de idade 45,0±9,0 anos comparadas a 41 mulheres saudáveis de mesma idade e condição econômica (controles). Os dados clínicos e antecedentes (peso prévio à cirurgia e idade da menopausa) foram coletados dos prontuários. Dados coletados: Índice de Massa Corporal (IMC), etnia por autoavaliação, condição econômica, nível de atividade física, concentrações séricas de 25-hidroxicolecalciferol [25(OH)D, radioimunoensaio], paratormônio (eletroquimioluminescência; Elecsys, Roche) e a composição corporal por absorciometria por dupla emissão de feixes de raios-X (DXA - QDR 1000 Hologic). Os resultados encontrados foram: deficiência de 25(OH)D foi encontrada em 27 (55,1%) e 8 (21,1%); no grupo DGYR e controles (p = 0,002). Hiperparatireoidismo secundário foi mais frequente no grupo DGYR em comparação ao grupo controle [15(30,6%) vs 1(2,6%); p=0,001]. Não houve relação das variáveis estudadas com composição corporal, e com a deficiência de 25(OH)D. As concentrações de 25(OH)D se correlacionaram (r = -0,531; p < 0,001) com a intensidade da redução do IMC após realização da DGYR, independentemente da suplementação vitamínica. Conclusão: mulheres submetidas à cirurgia bariátrica há cerca de três anos apresentaram maior adiposidade e deficiência de vitamina D acompanhada de hiperparatireoidismo, comparativamente aos controles. Entretanto, não foi observada associação entre a composição corporal (massa gorda) e concentrações plasmáticas de 25(OH)D.

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