Estudo prospectivo, randomizado, comparando a eficácia de fisioterapia do assoalho pélvico e/ou duloxetina oral na recuperação da continência urinária após prostatectomia radical robótica
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Esta tese apresenta uma análise abrangente da eficácia da fisioterapia do assoalho pélvico (FAP) com biofeedback e duloxetina na recuperação da continência urinária após prostatectomia radical assistida por robô (PRR), em um estudo clínico randomizado (ECR), e uma análise secundária focada na qualidade de vida (QV) e sintomas urinários da coorte estudada. O objetivo principal do estudo foi investigar o impacto dessas intervenções na recuperação da continência, enquanto a análise secundária visou explorar os resultados de QV relatados pelos pacientes e a influência da preservação das bandas neurovasculares (BNV). No ECR, 240 pacientes com incontinência urinária pós-PR foram inscritos de maio de 2015 a fevereiro de 2018, randomizados em quatro grupos: FAP com biofeedback, duloxetina, combinação de FAP-biofeedback e duloxetina, e um grupo controle que realizou exercícios pélvicos domiciliares sem auxílio fisioterapeuta. O desfecho primário do estudo foi a prevalência de continência aos 6 meses. Sintomas urinários e QV foram avaliados utilizando Escala Visual Analógica, o International Prostate Symptom Score (IPSS) e o King’s Health Questionnaire (KQH). Os resultados do ECR indicaram que 89% dos pacientes completaram um acompanhamento de 1 ano, com alta adesão ao tratamento observada tanto nos grupos FAP-biofeedback quanto duloxetina. Foi observado que aos 6 meses pós PRR, 96% dos pacientes do grupo de controle alcançaram a continência urinária, uma taxa mais elevada comparada aos grupos tratamento. Em termos de QV, o grupo controle também apresentou melhores resultados do que os grupos tratamento. A preservação completa das BNV foi identificada como um fator chave para a recuperação precoce da continência urinária. A análise secundária revelou que, apesar da incontinência urinária relacionada com a cirurgia, houve redução de sintomas urinários moderados a graves relacionados à hiperplasia prostática nos meses subsequentes à PRR, particularmente naqueles pacientes com próstatas mais volumosas. A preservação das BNV emergiu como um preditor significativo de conforto em relação aos sintomas urinários pós-operatórios, mantendo seu benefício até 12 meses após a PRR. A conclusão extraída deste estudo é que a FAP-biofeedback e duloxetina não melhoram significativamente a continência urinária pós-PR e a duloxetina pode até mesmo afetar negativamente a QV dos pacientes. Os resultados destacam o papel crucial da preservação das BNV na recuperação precoce da continência e na melhoria da QV pós-operatória. Além disso, a redução dos sintomas urinários ao longo do tempo, especialmente em pacientes com próstatas maiores, ressalta a importância de considerar o tamanho da próstata do paciente e os sintomas urinários pré-operatórios no aconselhamento das opções de tratamento do câncer de próstata. Esta tese enfatiza a necessidade de reavaliar as intervenções de reabilitação pós-operatórias atuais para incontinência urinária pós-PR e defende uma abordagem personalizada e centrada no paciente na prática urológica.
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