Relação entre força muscular esquelética e vitamina D em idosos da zona urbana e rural

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Introdução: Mundialmente observa-se um crescimento na população idosa que sugere um novo olhar no acompanhamento desse grupo, pois junto ao envelhecimento surgem alterações orgânicas que merecem maiores cuidados. Dentre elas, estão alterações na força muscular, que propicia redução da capacidade funcional, aumentando as morbidades e a mortalidade. Em meio aos fatores que contribuem para a redução da força muscular no idoso, a literatura sugere que a vitamina D deficiente pode contribuir para este aspecto. Objetivo: Avaliar a influência da urbanização nos níveis de forças muscular em idosos associados as concentrações séricas de vitamina D. Método: Pesquisa do tipo transversal analítica com abordagem quantitativa. Foram avaliados indivíduos com 60 anos de idade ou mais, cadastrados nos Centros de Referência de Assistência Social, do município de Cajazeiras – PB. A amostra foi constituída por 84 idosos, sendo distribuídos segundo região de residência (zona rural n=41 e zona urbana n=43). Os participantes foram entrevistados por questionário semi-estruturado, seguido de avaliação de IMC (Kg/m2), relação cintura/quadril, dosagem sérica de vitamina D, força de pressão palmar (Kgf), potência muscular de membros inferiores, pressão inspiratória máxima (PImáx em cmH2O) e pressão expiratória máxima (PEmáx em cmH2O). O estudo teve aprovação do comitê de ética em pesquisa. As diferenças estatísticas foram descritas segundo o Teste de Qui- quadrado para as variáveis categóricas. Para as variáveis numéricas, utilizou-se o teste de normalidade de Shapiro Wilk, seguido pelo teste de Mann-Whitney ou ANOVA, pós Teste de Tukey e correlação de Pearson. Foram consideradas diferenças significativas quando p<0,05. Resultados: O habitat rural influenciou para redução na prevalência de fumantes e melhores avaliações quanto a autopercepção de saúde (p<0,05). A urbanização impactou, independente do gênero, em redução no índice da relação cintura/quadril; e na redução da potência muscular dos membros inferiores para as mulheres (p<0,05). A força de pressão manual foi maior nos indivíduos do sexo masculino, independente do habitat (p<0,05). Os níveis de vitamina D, a força de pressão manual e a força muscular respiratória foram semelhantes nos idosos da zona rural e urbana. Entretanto, o habitat associado à vitamina D impactou em parâmetros de força muscular. Em idosos da zona rural, níveis séricos insuficientes de vitamina D (21 a 29 ng/mL) proporcionou redução da força de pressão manual. Para os idosos da zona urbana, as concentrações aumentadas de vitamina D (>40 ng/mL) impactou em menores escores de potência muscular dos membros inferiores quando comparados com indivíduos com níveis de vitamina D suficientes (30 a 40 ng/mL). Para os idosos da zona rural, os níveis insuficientes de vitamina D (21 a 29 ng/mL) promoveram redução nos escores de pressão inspiratória máxima (74,00 cm H2O ±9,67). Conclusão: A urbanização associada aos níveis de vitamina D proporciona impactos em parâmetros de força muscular esquelética e respiratória de modos de modo distinto segundo o habitat. Assim, faz-se necessário o monitoramento dos níveis séricos de vitamina D em idosos para evitar insuficiência ou excesso de suplementação.

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