Políticas públicas para a formação de especialistas de medicina de família e comunidade, uma análise comparativa entre Brasil e Espanha

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O governo brasileiro promoveu estratégias recentes para o provimento de médicos nos cenários de Atenção Primária à Saúde (APS), modelo de ordenação de seu Sistema Único de Saúde (SUS), que necessita de profissionais de saúde voltados para este modelo, dentre estes os de Medicina de Família e Comunidade (MFC). Porém, não houve um respectivo aumento na oferta de egressos nesta especialidade. Este trabalho investigou de forma comparada as políticas públicas de fomento para formação da MFC no Brasil e na Espanha. Foi realizado um estudo de caso comparativo entre esses dois países, analisando as políticas públicas referentes ao tema, no período relacionado com a conferência de Alma-Ata até o final de 2017. Encontrou-se relevantes marcos legais que definem, regulam e fomentam a especialidade de MFC em ambos os países, embora, no caso brasileiro, não seja exclusividade dessa especialidade na APS. Observou-se articulação com a graduação médica insuficiente. Novas políticas públicas que promovam maior contato com a especialidade ainda na graduação poderão ter impacto positivo no aumento de especialistas em MFC

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