Surto de vírus zika: ações dos enfermeiros da atenção primária do município de Vitória, Espírito Santo, Brasil
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Introdução: Ultimamente, muito tem se falado no surto decorrente do vírus Zika, que gerou um estado de preocupação em saúde pública, onde as esferas governamentais tiveram que tomar medidas para a resolução e controle desta endemia, principalmente, pela sua possível associação com a microcefalia e complicações neurológicas como a síndrome de Guillain-Barré. Nesse sentido, tendo em vista que o enfermeiro está diretamente ligado ao cuidado com o paciente, entende-se que estudos que venham a entender suas ações, bem como descrever a realidade atual do Brasil pós-surto, é primordial para se tomar decisões imediatas de política de saúde. Objetivo: Analisar a percepção dos enfermeiros acerca das ações e cuidados contra o vírus Zika e o Aedes aegypti. Método: Estudo exploratório de abordagem qualitativa realizado no município de Vitória, Espírito Santo, Brasil, tendo como cenário as equipes da Estratégia Saúde da Família. Participaram 22 enfermeiros membros de cada equipe e que estavam atuando na unidade há no mínimo seis meses. Foi considerado o processo de saturação de falas para finalização da coleta de dados, que foi realizada através da aplicação de entrevistas semiestruturadas, realizadas conforme a disponibilidade do profissional. A análise dos resultados deu-se mediante a técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin. O projeto de pesquisa deste estudo recebeu parecer aprovador pela Escola Técnica de Saúde de Vitória e pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos sob parecer de nº 2.058.297 em 11 de maio de 2017. Resultados: Os enfermeiros entrevistados das equipes de Estratégia Saúde da Família do município de Vitória percebem as ações de combate ao vírus Zika de forma fragmentada direcionada ao público materno-infantil, devido à associação com a microcefalia, realizando ações preventivistas e sanitaristas. Porém, estes percebem que a educação em saúde é a principal estratégia para reorientação destas práticas aliada a uma mudança habitual da cultura da população além do apoio das esferas governamentais e da mídia. Conclusão: Os enfermeiros entrevistados das equipes da Estratégia Saúde da Família do município de Vitória revelam que na prática ainda se percebem ações pontuais, responsabilização do outro pela dificuldade de controle e que realizam um fluxo voltado ao seguimento dos protocolos com foco no combate a microcefalia, o que deixa o fluxo incompleto e centrado na figura central do médico.
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