Detecção precoce das complicações do diabetes mellitus em ratos adultos e idosos e caracterização histológica renal
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Introdução: O Diabetes Mellitus é uma doença multifatorial, que afeta cerca de 8,8% da população mundial, com prevalência maior em indivíduos idosos, devido a diminuição das funções fisiológicas. A hiperglicemia sustentada leva a diversas complicações em órgãos alvo, como por exemplo o rim, coração e tecido bulbar cerebral. Os marcadores atuais para diagnóstico da nefropatia diabética, quando alterados, indicam doença instalada. Desta forma, evidencia-se a importância do estudo de novos biomarcadores precoces para as complicações da Diabetes Mellitus. Objetivos: Avaliar a expressão gênica de novos marcadores moleculares, além de suas correlações com os marcadores padrão para lesão renal. Realizar um estudo histológico comparativo do tecido renal entre os grupos. Métodos: Ratos Wistar foram divididos em grupos diabéticos adultos (DMA), diabéticos idosos (DMI), controle sham adulto (CSA) e controle sham idoso (CSI) e foram colhidas amostras após 30 dias da confirmação da Diabetes Mellitus. A indução da diabetes foi realizada com aloxana. Utilizamos amostras de sangue e urina para realizar análises bioquímicas (glicemia, ureia, creatinina, ApoA e ApoB e HbA1c, bem como microalbuminúria, proteinúria e creatinina). Além disso, avaliamos a expressão de genes envolvidos com o metabolismo glicêmico e inflamatório - PTX-3, FGF23, TNFR1, VEGFA, MCT1, MCT4 e CD147 - em amostras de sangue, urina e tecidos. O estudo histológico foi realizado em cortes de tecido renal corados com hematoxilina eosina. Resultados: Nos grupos diabéticos não foram observadas alterações bioquímicas condizentes com a instalação da nefropatia diabética. No grupo adulto houve diminuição da expressão do TNFR1, CD147 e MCT1 no cérebro, VEGFA no rim e TNFR1 no sangue, podendo indicar ativação de mecanismos regulatórios negativos, causados pelo estímulo nocivo inicial da hiperglicemia. Ambos os grupos diabéticos apresentaram correlações positivas e negativas entre a expressão de TNFR1, VEGFA, CD147 e MCT1 versus os parâmetros ureia, creatinina, glicemia e HbA1c, sugerindo que estes parâmetros bioquímicos podem influenciar a modulação da expressão de genes envolvidos na inflamação, pró-angiogênese e metabolismo. A análise histológica demonstrou infiltração e hipertrofia tubular e houve diminuição da área glomerular nos grupos diabéticos. Além disso, o grupo DMI demonstrou diminuição do número de néfrons e o grupo DMA apresentou uma correlação negativa entre o número de glomérulos e o índice ApoB/ApoA. Conclusão: O marcador TNFR1 está associado à inflamação e fibrose e VEGFA desempenha um papel importante no desenvolvimento da esclerose. CD147 além de estar envolvido juntamente com MCT1, no transporte de lactato, também estimula a indução de etaloproteinases de matriz. Essas são vias importantes no desenvolvimento das complicações da diabetes, como a nefropatia diabética, e que já apresentaram alteração nos estágios iniciais da Diabetes Mellitus. No entanto o grupo idoso não apresentou o mesmo perfil, o que evidencia vieses moleculares relacionados a idade, que podem estar envolvidos na dificuldade enfrentada no monitoramento eficaz da instalação da nefropatia diabética e de outras complicações da diabetes.
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